13/03/2020 14h57
Por: Alan Diógenes
O pastor que ontem (11) manteve a esposa em cárcere privado durante a tarde no Bairro Giocondo Orsi, em Campo Grande, torturou a vítima por sete horas para que ela assumisse uma suposta traição. Ele cortou os cabelos da vítima, além de agredi-la, e na live (ao vivo) que fez pelo Facebook dizia que tinha pagado várias plásticas para ela e em troca obteve a traição.
Na manhã desta sexta-feira (12), ele foi levado de camburão para o Fórum da Capital onde passou por audiência de custódia. O autor ficará preso preventivamente por tempo indeterminado.
Em depoimento com a bíblia na mão, ele disse que a esposa o drogava para colocar o amante dentro de casa. Afirmou ainda que a briga começou quando viu o suposto amante saindo do quarto do casal na casa localizada na Rua Cláudia, no Giocondo Orsi, bairro de classe média de Campo Grande.
Ele também foi expulso da Assembleia de Deus, igreja a qual pertencia e exercia o cargo de pastor.
Durante o cárcere, a mulher ela ameaçada com uma tesoura. A todo momento o autor dizia que iria furar seus olhos. Também falou que depois de matá-la, iria cometer o suicídio.
Como ele não aceitou as negociações da Polícia, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) invadiu a casa e imobilizou o autor. A mulher, ferida, foi levada pelo Corpo de Bombeiros foi levada para uma unidade de saúde.
O pastor será indiciado também pelo crime de tortura, além de cárcere privado, ameaça, divulgação de cenas de pornografia e registro não autorizado de intimidade sexual. Inicialmente, o caso havia sido enquadrado como lesão corporal.



















