(Foto: Mônica Cris/CBFS)

Magnus Futsal (SP) e Joinville EC (SC) decidem, neste sábado (31), às 19 horas (horário de MS), o título da 48ª Taça Brasil Sicredi de Clubes de Futsal – Divisão Especial. Os representantes paulista e catarinense venceram Cascavel Futsal (PR) e Minas Tênis Clube (MG), respectivamente, na semifinal. A edição 2021 do principal torneio da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) tem Dourados (MS) como cidade-sede, com disputas no ginásio da Unigran.

Papa-títulos do futsal, o Magnus ainda não tem em sua galeria de troféus o da Taça Brasil. Até agora, o Cachorrão tem o ataque mais positivo do certame, com 28 gols. Destes, seis foram assinalados por Rodrigo Hardy, o Capita. O Joinville, por sua vez, vai atrás do tricampeonato, após levantar o caneco em 2011 e 2017. Para isso, confia em sua sólida defesa, a menos vazada até o momento, com seis sofridos.

Dominante – Magnus e Cascavel Futsal, duas das melhores equipes da atualidade, travaram duelo bem movimentado, até por terem estilos semelhantes de atuar, com valorização da posse de bola e qualidade técnica de sobra. O Cachorrão foi dominante, criou as melhores oportunidades, soube controlar a partida e comemorou gol primeiro.

Em cobrança de escanteio ensaiada, Charuto tocou de primeira para a área e o experiente Danilo Baron estava no lugar certo para cutucar para dentro. Um minuto depois, veio o segundo. Baron arrematou com firmeza, o goleiro André Deko chegou a sair do chão para defender, mas a bola sobrou para Charuto, quase embaixo da linha. O pivô só teve o trabalho de empurrar para dentro e sair para o abraço.

Mais ofensivo, a Serpente Tricolor acabou deixando espaços atrás. Lucas Gomes roubou a bola na intermediária defensiva, acelerou pela direita e serviu Sinoê, que não titubeou: 3 a 0. Mesmo aparentemente sentindo o golpe, o Cascavel pressionou o adversário nos últimos minutos da primeira etapa.

A conversa do técnico Cassiano Klein com seus comandados no intervalo deu certo e aos dois minutos a equipe do oeste paranaense diminuiu. Roni achou Carlão bem colocado no meio da área. O capitão bateu com precisão, tirando do goleiro. A partir daí, divididas de bola mais duras tomaram conta da partida.

O tempo passou e o Cascavel se viu obrigado a correr risco com o goleiro-linha. No entanto, foi o time paulista que foi à rede, mais uma vez. Rodrigo Hardy, o “Capita”, chutou de longe para o gol aberto e decidiu. Final de jogo: 4 a 1 e Magnus vivo com o título inédito na mira.

“Chegamos aqui após uma derrota por 7 a 1 na Liga Nacional. Tínhamos de responder rápido”, desabafou Hardy, fixo do Magnus. “Nosso time é fadado a chegar a decisões e mais uma vez estamos lá. Esperamos esse título, são oito anos de projeto e falta esse. Queremos a cereja do bolo”, completou o “Torpedo Humano”, artilheiro da competição.

Para o capitão do Cascavel, Carlão, agora é seguir com a cabeça erguida pensando nos próximos compromissos da temporada. “Tentamos, mas não foi suficiente. Se quisermos ser grandes, precisamos ganhar jogos contra grandes equipes, criar essa ‘casca’. Agora, temos uma sequência pela frente, vamos voltar para casa, descansar e pensar nos próximos jogos”.

De tirar o fôlego – Quem não assistiu à partida e vê o placar, não imagina o que foi o jogo. Não foi fácil, apesar da diferença de gols. Para avançar à decisão e tentar faturar a terceira taça, o Joinville teve de suar a camisa. Não é para menos, encarou o atual campeão, consequentemente, um dos favoritos. Em quadra, cinco títulos de Taça Brasil.

Com menos de um minuto, o time sulista pulou à frente. Em cobrança de falta, Caio soltou o pé, a bola desviou em Ferro e enganou o goleiro Anderson. O Minas igualou logo depois. Também em lance originado de bola parada, desta vez de escanteio, Renato recebeu na área, dominou no peito e girou batendo de voleio.

Nem deu tempo de os minastenistas comemorarem o empate, porque o JEC encontrou o segundo gol na sequência. De frente à baliza, Dieguinho não poupou força e disparou de forma contundente para colocar o Tricolor novamente na dianteira do placar. No decorrer da etapa inicial, o Minas equilibrou as ações, mas não conseguiu concluir a gol.

No segundo tempo, o representante catarinense começou pressionando para matar o jogo. Sem espaço, o Minas errou a saída e entregou a bola nos pés de Caio, que não desperdiçou o presente. O goleiro alviceleste ainda chegou a tocar nela: 3 a 1. Já caminhando para o fim, não restava outra alternativa ao time de Belo Horizonte (MG), a não ser ir ao ataque com goleiro-linha.

A estratégia, sempre arriscada e desesperada, não foi bem-sucedida. Após erro na troca de passes ofensiva da equipe mineira, Dieguinho interceptou a jogada, avistou o gol escancarado e chutou de longe. A bola morreu mansinha no fundo da rede. Da mesma forma saiu o quinto gol do Tricolor de Santa Catarina, com Caio, de novo. Final de jogo: 5 a 1.

“Sabíamos que seria um jogo muito difícil. Fizemos um primeiro tempo equilibrado, apesar de termos tomados dois gols, mas pecamos na finalização e também em deixar o último homem ‘cara a cara’ com o goleiro. Foi um jogo competitivo e agora vamos pensar na Liga”, enfatizou o camisa 10 minastenista, Luis Filipe.

Autor de dois gols, enalteceu o triunfo e a coletividade do Joinville. “Partida praticamente perfeita, firme na marcação e equilibrado no ataque. Temos que comemorar essa passagem à final e vai ser uma guerra. Sabemos da qualidade do Magnus, mas amanhã é 50% para cada lado”.

A decisão entre Magnus Futsal (SP) e Joinville (SC) será transmitida ao vivo pela CBFS TV (clique aqui para acessar), por meio da plataforma streaming da TV NSports, a partir das 19 horas (de MS). A Taça Brasil de Clubes – Divisão Especial em Dourados é organizada pela CBFS, em parceria com a Federação de Futebol de Salão de Mato Grosso do Sul (FFSMS). O Governo do Estado, por intermédio da Fundesporte, apoia a competição.

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