O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 30ª Promotoria de Justiça, abriu procedimento administrativo para acompanhar e exigir soluções definitivas para a situação da malha asfáltica de Campo Grande. Segundo consta, essa iniciativa busca superar as intervenções pontuais e garantir obras estruturais, técnicas e duradouras para toda a cidade.
Em resposta aos questionamentos do MP, a Secretaria de Infraestrutura (Sisep) apresentou relatório com ações de tapa-buracos feitas nos últimos dois anos nas sete regiões urbanas do Anhanduizinho, Bandeira, Segredo, Prosa, Imbirussu, Lagoa e Centro. Mas a própria administração municipal admitiu que essas ações são apenas paliativas e corretivas, sem resolver o problema de fundo.
Ainda conforme consta, a Controladoria-Geral do Município também abriu investigação preliminar para apurar denúncias sobre a situação. Já a prefeitura informou que está em fase de licitação para contratar empresas especializadas em recuperação funcional e recapeamento, dividida em lotes.
Recentemente, o Enfoque MS publicou uma reportagem mostrando uma situação extremamente delicada vivida pelos moradores da região do bairro Jardim Presidente. Em um dos flagrantes, é possível ver a dificuldade que um ônibus do Consórcio Guaicurus enfrenta para conseguir seguir o trajeto devido a uma enorme cratera que se abriu na rua, em frente a um ponto.
Procurada para saber quando o serviço de tapa-buracos atenderá a região pautada, a assessoria de imprensa da Prefeitura responde apenas que “os endereços mencionados estão incluídos na programação”, mas não apresentou qualquer data prevista, mantendo os moradores aflitos.
O que cobra o MP
Para o promotor Fabio Ianni Goldfinger, os problemas são crônicos e exigem muito mais do que medidas emergenciais: “Não basta só tapar buracos. Precisamos de debate entre instituições para chegar a uma malha asfáltica de qualidade, que não gere prejuízos contínuos à população e ao patrimônio público”, disse.
O MPMS reforçou que, como parte do inquérito, foram enviados ofícios detalhados à Sisep, Controladoria, Tribunal de Contas do Estado, Câmara Municipal e concessionárias de serviços para acompanhar todo o processo de contratação, execução e fiscalização das obras.





















