A equipe Tech Vikings, da Escola Sesi de Naviraí, concluiu sua participação no Mexico Premier Event, um dos principais torneios internacionais de robótica, realizado entre os dias 23 e 25 de julho, na Cidade do México. Representando Mato Grosso do Sul e o Brasil, os estudantes avançaram à fase de playoffs da competição, conquistando três vitórias e duas derrotas nas disputas eliminatórias.
Embora não tenham conquistado uma premiação oficial, os integrantes retornam ao Brasil com uma importante bagagem de conhecimento, crescimento pessoal e experiência internacional.
“Não saímos com o título da competição, mas voltamos para o Brasil com vitórias ainda maiores: maturidade técnica, novas amizades e uma bagagem cultural inesquecível”, destacou o professor Fernando Luiz Gonçalves, após o encerramento do evento.
A delegação sul-mato-grossense foi composta por 10 estudantes e dois professores. Durante o torneio, os alunos tiveram a oportunidade de competir com equipes de diferentes países, trocar experiências e conhecer novas abordagens para o desenvolvimento de projetos de robótica educacional.
A participação no Mexico Premier Event serviu para coroar uma trajetória de dedicação iniciada com a classificação obtida no 8º Festival Sesi de Educação 2025-2026, realizado em março, em São Paulo (SP). Na ocasião, a Tech Vikings ficou entre as 13 melhores equipes da competição, garantindo a vaga para representar o País no torneio internacional.
Alunos destacam aprendizado no México
Ao longo da competição, a equipe demonstrou preparo técnico, espírito colaborativo e capacidade de adaptação diante dos desafios apresentados.
Para a integrante Sarah Santelli Martinez Nunes, a experiência vai muito além dos resultados obtidos nas arenas de competição.
“Chegamos ao fim da nossa viagem e, embora não tenhamos conseguido nenhum prêmio oficial, eu estou muito grata por ter tido essa oportunidade. Aprendi muito com a cultura deles e com esse torneio. Foi uma experiência única que eu nunca imaginaria viver. Mesmo sem levar um prêmio oficial, levo um aprendizado que vai ficar no meu coração e na minha vida para sempre.”
O estudante Gustavo Umbellino destacou os ganhos técnicos proporcionados pelo intercâmbio com equipes de outros países.
“Foi muito importante para a gente. Em relação ao robô, conseguimos fazer o que viemos fazer. Infelizmente não chegamos onde queríamos, mas isso aconteceu muito pela questão da experiência. Essa competição foi fundamental para aprendermos mais, principalmente observando e trocando conhecimento com outras equipes.”
Já Maria Vitória Nascimento ressaltou o sentimento de missão cumprida após meses de preparação.
“A sensação é de dever cumprido. Nós nos preparamos muito para estar aqui, tivemos toda uma trajetória e demos o nosso melhor. Apesar de não alcançarmos o objetivo que queríamos, levamos algo muito maior: o aprendizado e a experiência.”
Sobre a categoria FTC
Na modalidade FIRST Tech Challenge (FTC), os estudantes desenvolvem robôs de até 19 quilos utilizando peças reutilizáveis, tecnologia baseada em Android e diferentes níveis de programação, incluindo CAD, Java e Blocks. Além da construção e programação dos equipamentos, as equipes também produzem um portfólio de engenharia e realizam ações de impacto social nas comunidades onde atuam.





















