Gol de Ferran Torres no tempo extra garante o segundo título mundial da seleção espanhola; Messi encerra campanha argentina sem o bicampeonato
A espera de 16 anos chegou ao fim para a Espanha. Em uma final marcada por tensão, equilíbrio e drama até os últimos minutos, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19), no Estádio MetLife, em Nova Jersey, e voltou a levantar a taça da Copa do Mundo. O gol do título saiu apenas na prorrogação, em uma partida em que a defesa argentina segurou o domínio espanhol durante boa parte do confronto.
O duelo entre duas gerações do futebol mundial — com Lionel Messi, aos 39 anos, disputando sua última grande oportunidade em Mundiais, e Lamine Yamal, de 19 anos, como símbolo da nova geração espanhola — terminou sem gols no tempo regulamentar. A decisão precisou avançar para os minutos extras para conhecer o campeão.
A Espanha controlou a posse de bola e criou as principais oportunidades ao longo do jogo, enquanto a Argentina apostou na resistência defensiva e nas tentativas de contra-ataque. O goleiro Emiliano Martínez teve atuação decisiva ao evitar que o placar fosse aberto antes da prorrogação.
No segundo tempo da prorrogação, a insistência espanhola finalmente foi recompensada. Ferran Torres marcou o gol que colocou a Espanha novamente no topo do futebol mundial e garantiu o segundo título da história da seleção em Copas do Mundo.
A Argentina ainda teve dificuldades para reagir e terminou a partida com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández, deixando escapar a chance de conquistar o quarto título mundial e repetir o feito de 2022.
Espanha confirma nova era no futebol mundial
O título coroa uma campanha marcada pelo controle de jogo, força coletiva e uma mistura entre jogadores experientes e jovens talentos. Durante o Mundial, a Espanha chegou à final mostrando consistência defensiva e protagonismo com a bola, características que marcaram a trajetória da equipe comandada por Luis de la Fuente.
Do outro lado, a Argentina encerra a Copa com a despedida de uma geração liderada por Messi, que buscava ampliar sua história após conquistar o Mundial de 2022 no Catar.
A decisão também encerrou a maior Copa da história, com 48 seleções participantes e partidas disputadas em Estados Unidos, México e Canadá.












