Especialista alerta para consequências das queimadas para o solo e vegetação

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Problemas podem perdurar por até uma década, dependendo da intensidade do fogo e da área atingida.

02/09/2019 14h14
Por: Redação

A estiagem prolongada e o tempo seco têm favorecido a proliferação das queimadas. Além da região amazônica, Mato Grosso do Sul também tem sofrido com as queimadas. Além dos problemas respiratórios e morte de animais, a queimada produz efeito duradouro no solo.

A coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Faculdade Estácio de Sá Campo Grande, Caroline Gil, afirma que, em casos mais críticos, a recuperação do solo e da vegetação pode levar uma década. “O tempo de recuperação depende muito do tamanho da área que foi afetada e da intensidade. Mas, se pensarmos na pior das hipóteses, o tempo para recuperar a vegetação que estava ali não vai ser menor que 10 anos”, afirma.

Como as consequências podem perdurar por tantos anos, a professora alerta que o ideal é evitar as queimadas e não criar condições para que elas ocorram. “Não devemos queimar o lixo seco. O certo é dar a destinação correta para os resíduos volumosos, que, geralmente, são os resíduos que as pessoas colocam fogo por não encontrarem um local adequado para descartar”, explica.

Na Capital, por exemplo, a prefeitura disponibiliza ecopontos para o descarte dos lixos que não são os domésticos, recolhidos durante a coleta domiciliar. Com a destinação correta, evita-se descarte em terrenos baldios, por exemplo, que são alvos frequentes de queimadas.

A coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Estácio pontua, ainda, que a saúde humana também é prejudicada. “Neste período, os pronto atendimentos ficam lotados de pessoas com problemas respiratórios. O ar seco fica carregado com partículas de fumaça por mais tempo, prejudicando a saúde humana e dos animais que convivem conosco no mesmo habitat”, alerta.

Assessoria.

Brasil 247