Quantidade da substância varia conforme o preparo, o tipo de grão e o tamanho da porção
A forma de preparar, a quantidade consumida e até o tipo de grão podem mudar bastante a experiência de quem toma café todos os dias. Nesta quinta-feira (1º), Dia Internacional do Café, algumas das dúvidas mais comuns sobre a bebida ganham destaque: espresso tem mais cafeína que o coado? Quantas xícaras são consideradas seguras? E o que realmente diferencia um café especial de um tradicional?
A data é celebrada em 1º de outubro pela Organização Internacional do Café (OIC) e reúne produtores, empresas e consumidores em torno de uma das bebidas mais populares do mundo.
Espresso tem mais cafeína que o coado?
Não necessariamente. O espresso costuma apresentar maior concentração de cafeína por volume, mas a quantidade total ingerida depende do tamanho da bebida, da quantidade de pó utilizada, do tipo de grão e do método de preparo.
Como o espresso normalmente é servido em uma quantidade pequena, uma xícara de café coado pode ter mais cafeína no total, mesmo sendo menos concentrada.
Por isso, não é correto afirmar simplesmente que o espresso sempre tem mais cafeína que o café coado. A preparação e a quantidade consumida fazem diferença.
Quantas xícaras de café podem ser tomadas por dia?
Para a maioria dos adultos saudáveis, a referência utilizada pela FDA é de até 400 mg de cafeína por dia, quantidade que, em geral, não está associada a efeitos negativos. A entidade ressalta, porém, que a sensibilidade à substância varia de pessoa para pessoa.
Isso significa que não existe um número único de xícaras que sirva para todo mundo. O teor de cafeína muda conforme o tipo de café e o tamanho da porção.
O excesso pode provocar sintomas como ansiedade, tremores, dor de cabeça, enjoo e alterações no sono. Pessoas mais sensíveis à cafeína ou que tenham condições específicas devem conversar com um profissional de saúde sobre o consumo.
Café especial é mais forte que o tradicional?
Também não. A classificação de café especial está relacionada principalmente às características sensoriais e à qualidade da matéria-prima, e não à quantidade de cafeína.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o café especial apresenta alta doçura, alta qualidade de acidez, baixo amargor e aromas intensos e perceptíveis.
Já o café tradicional costuma apresentar amargor mais elevado, menor doçura e acidez mais baixa, além de características de sabor e aroma associadas a notas tostadas, de especiarias, madeira e ervas.
Ou seja, escolher entre especial e tradicional é, principalmente, uma questão de perfil sensorial, qualidade e preferência, e não simplesmente de intensidade ou quantidade de cafeína.
O jeito de preparar também interfere
A quantidade de pó, a moagem, a temperatura da água e o tempo de contato com o café influenciam diretamente o resultado na xícara. A ABIC recomenda, como referência geral, entre 80 e 100 gramas de café para cada litro de água.
A entidade também orienta o uso de água filtrada ou mineral e temperatura em torno de 90 °C. A moagem deve ser adequada ao método de preparo escolhido.
Por que 1º de outubro é o Dia Internacional do Café?
A data foi definida pela Organização Internacional do Café para concentrar, em um único dia, as celebrações relacionadas à bebida. A entidade destaca a diversidade, a qualidade e a importância econômica e social do café, além do trabalho dos milhões de produtores envolvidos na cadeia.
No Brasil, o café ocupa um espaço importante tanto na produção agrícola quanto no hábito de consumo. A comemoração desta quinta-feira é, portanto, uma oportunidade para olhar além da tradicional pergunta sobre “café forte ou fraco” e entender como grãos, torra, preparo e quantidade influenciam a bebida que chega à xícara.












