Estado realizará mutirão para coletar DNA de 350 presos condenados em MS

498

A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS) anunciou hoje, que realizará um mutirão para coletar DNA de 350 presos condenados pela Justiça em MS. A ação é para coletar e armazenar o perfil genético como forma de identificação criminal, que ficará disponível a todo Brasil. A coleta é com determina a Lei N.º 12.654, de maio de 2012, que prevê o cadastramento, até obirgatório pelos órgãos administrativos dos Estados. Assim, o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) de Mato Grosso do Sul, realizará nesta quinta-feira (16), a coleta de DNA de presos condenados por crimes sexuais, homicídios, feminicídios e roubos.

Conforme a Sejusp, a coleta será feita no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, a partir das 8 horas da manhã, por uma equipe composta por 10 peritos criminais e 2 peritos papiloscopitas. “Além de amostras de DNA, serão coletadas impressões digitais daqueles presos já condenados pela Justiça. O fornecimento de material à identificação do perfil genético por parte dos detentos condenados é obrigatória, conforme o artigo 9º-A da Lei N.º 12.654”, aponta o secretário estadual.

A diretora do IALF, Josemirtes Fonseca Prado da Silva, revela que a expectativa é coletar pelo menos 350 amostras. “Esse material será incluído nos Bancos Estadual e Nacional de Perfis Genéticos e confrontados com os vestígios que colhemos em locais de crimes, com o objetivo de identificar os autores”, explica.

Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos são de caráter sigiloso. Com essas informações cadastradas no banco, é possível apontar a autoria de crimes sem solução, além de comprovar a inocência de suspeitos e interligar um caso com outras investigações das demais esferas policiais, funcionando assim como uma ferramenta eficiente para resolver crimes.

Estado realizará mutirão para coletar DNA de 350 presos condenados em MS

Banco Nacional de Perfis Genéticos

Mato Grosso do Sul integra a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A RIBPG é formada, atualmente, por 22 laboratórios de genética forense vinculados a unidades de perícia estaduais, distrital e federal.

Ferramenta importante para auxiliar em investigações criminais, o Banco Nacional de Perfis Genéticos ultrapassou a marca de 100 mil perfis cadastrados. A maior parte é ligada a pessoas envolvidas em casos violentos e de abuso sexual. O banco foi criado em 2013 e é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O Banco Nacional de Perfis Genéticos é usado em investigações criminais de todo o Brasil por meio da prova pericial do DNA. O material genético é coletado pela perícia no local do crime ou no corpo da vítima. São, por exemplo, vestígios como fios de cabelo, sangue e outros materiais biológicos. Além de exames feitos pelas vítimas de violência no Instituto Médico Legal (IML).

Com informações da Ascom Sejusp