Etiqueta indica diferença de consumo de até 30% entre produtos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Código mostrará status do registro dos produtos junto ao Inmetro. Comércio tem até 30 de junho de 2023 para vender o estoque com a etiqueta antiga

A partir de hoje (1º), todos os refrigeradores que chegarem ao comércio brasileiro, fabricados nacionalmente ou importados, devem exibir a nova Etiqueta de Conservação de Energia Elétrica (Ence) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A nova etiqueta traz três subclasses, indicando diferença de consumo de até 30% entre os produtos mais eficientes. Além disso, introduz um QR Code que, no primeiro momento, vai remeter o consumidor ao status do registro do refrigerador, “se ele está ativo, inativo, suspenso ou cancelado”.

Etiqueta de eficiência energética para refrigeradores terá QR Code a partir de hoje

O QR code se tornará uma ferramenta cada vez mais importante na interação do consumidor com a etiqueta, dando a ele uma série de informações que podem ajudá-lo na decisão de compra do equipamento mais eficiente energeticamente e obviamente mais barato em termos de consumo.

Segundo o chefe da Divisão de Verificação e Estudos Técnicos Científicos (Divet) do instituto, Hércules Souza, “na verdade, tem que estar sempre ativo. Significa dizer que aquele refrigerador atende os requisitos estabelecidos no regulamento e tem liberação aprovada pelo Inmetro para ser comercializado no mercado nacional”.

Hércules Sousa esclareceu que inicialmente, o QR Code vai fazer apenas o link com a página de registro, e o próprio consumidor poderá conferir o status do registro daquele refrigerador. Essa é a novidade que o Inmetro está implementando agora com a nova etiqueta. O chefe da Divet adiantou, entretanto, que existe um projeto em paralelo para dar robustez maior a esse QR Code.

Neste mês, o Inmetro vai contratar empresa que criará uma plataforma, em que não será gerada somente informação do status do registro da geladeira, mas também associará vídeos informativos para a utilização inteligente de refrigeradores, com dicas para o consumidor ficar atento e obter utilização eficiente do produto. Souza informou que o consumidor, a partir do QR Code, vai ser capaz também de acessar uma espécie de calculadora de gastos, para ter ideia do consumo e do valor monetário que terá na sua conta de energia pelo uso de um refrigerador mais econômico, em comparação a um aparelho menos eficiente.

Nova etiqueta

A nova etiqueta para geladeiras introduz as subclasses A+++, A++ e A+ para classificar os modelos que consomem, respectivamente, menos 30%, 20% e 10% de energia do que o tradicional “A”. Com isso, o Inmetro pretende destacar para o consumidor qual o produto que realmente gasta menos energia e incentivar que a indústria adote novas tecnologias em seus produtos para que se tornem mais eficientes. 

No mercado 

Atualmente, já é possível encontrar no mercado produtos com a nova etiqueta, pois os fornecedores não precisaram esperar o prazo de 30 de junho para começar a usá-la e, com isso, naturalmente, aqueles que produziam geladeiras de maior eficiência se adiantaram na adequação. O Inmetro também nota um movimento entre os fabricantes nacionais, incentivados pela nova etiqueta, para o desenvolvimento de produtos de maior eficiência, o que certamente beneficiará os consumidores. 

Importante esclarecer que o consumidor ainda poderá encontrar modelos no varejo com a etiqueta antiga, desde que tenham sido fabricados antes de 30 de junho de 2022. O varejo terá até 30 de junho de 2023 para comercializar os produtos com a etiqueta antiga, mas a expectativa é a de  que o mercado esteja 100% na nova etiqueta antes desse prazo. 

Atualização do programa

O PBE para refrigeradores foi atualizado em 2021, por meio da Portaria nº 332, que estabeleceu as novas regras para a classificação da eficiência energética dos produtos, por meio da adoção de subclasses para que o consumidor possa identificar quais os modelos de fato mais eficientes dentro da classe A. A revisão da etiqueta também já determinou outras duas reclassificações, uma em 2025 e outro em 2030, em que o rigor para a classificação da eficiência energética vai aumentando gradativamente. 

O Inmetro utilizou três cenários para calcular os benefícios do aperfeiçoamento do PBE para o consumidor. No cenário provável, no qual metade dos produtos vendidos já estejam na classe de topo assim que os prazos para as fases tiverem terminado, haverá uma economia de 43,15 Terawatt-hora (TWh), o equivalente a 54% da geração de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu em 2020; 30 dias de consumo no Brasil todo ou R$ 32,25 bilhões economizados na conta de luz.

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