EUA criam novas exigências sanitárias para passageiros por causa do Ebola

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Passageiros deverão informar se estiveram em áreas afetadas pelo Ebola nos 21 dias anteriores ao embarque

Medidas incluem declaração sobre viagens recentes à República Democrática do Congo e restrições específicas para Uganda e Sudão do Sul

Brasileiros que pretendem viajar de avião para os Estados Unidos terão uma nova etapa antes do embarque a partir de novembro. O governo americano determinou que todos os passageiros de voos internacionais com destino ao país assinem uma declaração informando que não estiveram na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores à viagem. A medida entra em vigor em 3 de novembro, às 23h59, no horário da costa leste dos Estados Unidos.

A exigência foi estabelecida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) como parte das ações para reduzir o risco de entrada do vírus Ebola no território americano. A regra vale para passageiros de qualquer nacionalidade, incluindo brasileiros, cidadãos americanos e pessoas com residência permanente nos Estados Unidos.

A declaração deverá ser preenchida antes do embarque. Quem deixar de apresentar o documento não poderá embarcar em voos com destino ao país. Informações falsas ou enganosas fornecidas de forma intencional também podem resultar em sanções criminais.

Regras também envolvem Uganda e Sudão do Sul

Além da República Democrática do Congo, o governo americano estabeleceu restrições específicas para pessoas que estiveram em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à viagem.

Nesses dois casos, cidadãos de outros países, incluindo brasileiros e portadores de Green Card, não poderão entrar nos Estados Unidos antes de completar 21 dias fora dessas áreas.

Já cidadãos americanos que tenham passado por Uganda ou Sudão do Sul, sem ter estado na República Democrática do Congo no mesmo período, poderão entrar no país, mas terão a viagem direcionada para aeroportos específicos, onde passarão por uma avaliação de saúde.

As medidas também consideram escalas e conexões. Assim, passageiros que tenham passado por aeroportos dos países afetados podem estar sujeitos às restrições mesmo que não tenham saído da aeronave.

Como será a fiscalização na chegada

Os passageiros que se enquadrarem nos critérios de avaliação sanitária poderão responder a um questionário sobre o histórico de viagens e a presença de sintomas. Também poderão passar por medição de temperatura e observação por equipes de saúde.

O CDC informou que o risco geral para a população americana e para os viajantes permanece baixo. A preocupação está relacionada a um surto de Ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo.

A orientação para quem tem viagem marcada é verificar o histórico de deslocamentos dos últimos 21 dias e consultar as informações oficiais antes de embarcar, especialmente em caso de passagem pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.