Ex-diretor do IFMS é queimado vivo pela esposa durante discussão; mulher foi presa

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Delegacias de polícia de MS (Foto: Reprodução)

Um ex-diretor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), de 41 anos, segue internado em estado grave e sob cuidados intensivos após sofrer queimaduras corporais durante uma discussão conjugal. A esposa dele, médica veterinária de 42 anos, foi presa em flagrante por tentativa de homicídio qualificado.

Segundo os relatos, a confusão começou na madrugada da segunda-feira (22) e durou até a manhã do mesmo dia, girando em torno da desconfiança da mulher sobre uma suposta traição. Ele trabalha em Brasília desde 2024, após passar em concurso público, e estava organizando seus pertences para retornar à capital federal quando o conflito se agravou.

Em depoimento, a esposa negou ter a intenção de matar ou ferir gravemente o marido, alegando que agiu movida pela desconfiança e por querer “obter a verdade”. Contou que pegou um frasco de álcool 70% e foi até o quarto onde ele arrumava a mochila. Disse que queria apenas ameaçar queimar os objetos e impedir a viagem, mas parte do produto acabou caindo sobre a camiseta do homem.

Em seguida, ela acionou um isqueiro — afirmando que queria apenas assustá-lo — e as chamas se espalharam rapidamente. Ela confirmou ainda que faz tratamento psiquiátrico há anos, com diagnósticos de depressão, ansiedade e síndrome do pânico, e admitiu que estava sem tomar a medicação prescrita havia cerca de 15 a 20 dias.

A polícia entendeu que os fatos configuram tentativa de homicídio qualificado, pelo uso de fogo como meio de agressão. A prisão em flagrante foi ratificada e a Justiça já analisa o pedido para convertê-la em prisão preventiva. O casal está junto há 26 anos e tem dois filhos. As crises de ciúmes e os conflitos se tornaram mais frequentes após a mudança dele para Brasília.

Uma das filhas, de 22 anos, que reside com os pais, contou que acordou com gritos e encontrou o pai já em chamas correndo pelo quintal. Ela correu para buscar uma mangueira para ajudar a apagar o fogo. Em seguida, a própria autora levou o marido primeiro ao Hospital Cassems e depois o transferiu para o Proncor, onde ele permanece internado.

A avaliação inicial apontou queimaduras em cerca de 80% do corpo, mas exames mais detalhados confirmaram que o comprometimento é de aproximadamente 30% da superfície corporal, concentradas no tronco e membros superiores. Mesmo assim, o quadro é considerado grave: ele foi entubado e colocado em coma induzido.