O ex-presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, o ex-vereador Mario Cesar Oliveira da Fonseca (MDB), que teve episodio de ser afastado da direção da Casa de Leis da Capital, em 2015 (veja abaixo), e ao final do mandato, optou por ‘abandonar’ a política, ressurge em 2022, para assumir ainda nesta sexta-feira (7), como secretário de Governo da Prefeitura.
O novo cargo politico, vem a convite da prefeita Adriane Lopes (Patriota), que com cargo que estava vago e a nomeação também deve abrir caminho para mais mudanças na composição do Executivo.
Mario Cesar, anunciado, disse que aceitou o convite e que deve tomar posse ainda hoje, no cargo comissionado ante ser servidor de carreira da Receita Municipal de Campo Grande desde 1991. No Legislativo municipal, foi vereador junto com atual deputado estadual Lídio Lopes (Patriota), marido da prefeita, entre os anos de 2005 e 2008.
Desde o fim das eleições ou mesmo antes, já se ventilava que haveriam mudança na atual administração de Adriane Lopes, que assumiu o cargo em abril, após o então prefeito titular Marcos Trad sair para disputar o cargo de governador. Mas, havia ‘acordo’ que troca só viriam após o fim do processo eleitoral. Assim, desde então e nesta quinta-feira (6), correligionários disseram que a prefeita Adriane adiantou que deve trocar todos os secretários, menos o de Cultura, Max Antônio Freitas da Cruz.
Trocas anunciadas, mas também Câmara quer espaço
Com o ex-prefeito em 6º lugar no resultado final das eleições, já em seguida, o aliado Antônio Cézar Lacerda Alves, Secretário de Governo e Relações Institucionais, deixou o cargo na segunda-feira. Mario Cesar ocupará a vaga dele.
E desde segunda-feira (4), vereadores pedem a substituição de José Mauro, da Saúde, pelo vereador Victor Rocha (PP). Caso seja substituído, Mauro pode ser o segundo secretário a deixar a Prefeitura após a derrota de Marquinhos nas urnas no último domingo (2).
Mario César afastado da Presidência
O então presidente da Câmara da Capital, Mario Cesar, afastado do cargo em agosto de 2015, até temporariamente também como vereador, pois não poderia nem se aproximar da Câmara Municipal de Campo Grande por 90 dias. Ele foi afastado por envolvimento em suposta compra de votos para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em março do ano anterior.
O vereador Mario César voltou em 26 de novembro ao cargo. E logo depois de ser recebido pelos colegas e servidores, naquele dia afirmou que depois do término do mandato, em dezembro de 2016, que iria deixar a carreira política. Ele até cumpriu, não saiu candidato nas eleições de outubro de 2016.
A volta de Mario que atuava como o presidente da Casa de Leis só aconteceu depois de decisão judicial que levou em conta, que ele então havia renunciado à presidência. “Retomo o meu trabalho e respeitei a decisão judicial. Abri mão da condição de presidente para dar legitimidade à Câmara e isenção para qualquer atitude que for tomar”, afirmou à época.





















