Amostras da fórmula infantil consumida por uma bebê de dois meses em Dourados foram recolhidas pela Vigilância Sanitária nessa quarta-feira (12) e estão sendo enviadas ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública do Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, para comprovar se o produto é o responsável pelo quadro de intoxicação da vítima, que está internada em um hospital particular desde o dia 10 deste mês.
O caso é tratado como suspeito, monitorado pelas Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica. O episódio acontece dias após a Anvisa publicar a Resolução 32/2026, na qual determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, todas da empresa Nestlé.
A restrição acontece por conta do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções.
Em nota à imprensa, a Nestlé disse que não recebeu registros oficiais de casos de internação em seus canais oficiais de atendimento ao consumidor até agora e segue empenhada em atender todos os contatos recebidos, tratando cada caso de forma individual. “A segurança e o bem-estar dos bebês permanecem como principal prioridade”, destaca a empresa.
Já a Vigilância Sanitária reforçou as ações de fiscalização. Foram visitados nesta quarta-feira mais de oito mercados e farmácias nos bairros Parque das Nações, Jóquei Clube, São Braz, Esplanada e Roma, sendo que nenhum dos produtos proibidos pela Anvisa foram encontrados nas prateleiras.
Na segunda (12) e terça (13), os agentes já tinham passado por 23 comércios, sendo encontrado somente um dos produtos nas gôndolas de um dos supermercados visitados. O local foi orientado a fazer a retirada. Parte dos estabelecimentos chegaram a receber produtos que constam na lista de proibição, mas os itens não estavam expostos à venda.
A Nestlé informou que o recolhimento dos produtos é voluntário e ocorre em nível global, após a detecção da toxina em um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos terceirizados, utilizado em uma fábrica localizada na Holanda. No Brasil, apenas os lotes indicados pela Anvisa fazem parte do recall, sem impacto nos demais produtos das marcas.




















