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domingo, 21 de julho, 2024
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Exposição “Entre a Aula e a Escol(h)a” estreia neste sábado no MIS

Idealizada por Julian Vargas, a exposição de arte traz 12 obras desde pinturas em telas, vídeo até instalações e esculturas tecnológicas

A partir deste sábado (11), o MIS (Museu da Imagem e do Som), em Campo Grande, será palco de uma experiência única de imersão no universo da arte educacional. De autoria do artista colombiano, Julian Vargas, o projeto “Entre a Aula e a Escol(h)a” propõe uma reflexão sobre a relevância das artes desde a educação básica na formação das crianças enquanto cidadãos. 

A entrada é gratuita e a abertura do projeto acontece amanhã, dia 11 de abril, às 17h com uma roda de conversa, com tradução em libras, para professores da rede municipal de ensino e pessoas interessadas no assunto. Em seguida, haverá visitação do público para conhecer as obras.

A exposição ficará aberta até o dia 29 de maio. O Museu da Imagem e do Som fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559 – Vila Carvalho, funcionando de segunda a sexta das 8h até às 17h50 e no sábado das 8h às 12h.

“Aulas de artes enriquecem a experiência educacional e a vida dos alunos, promovendo a apreciação estética, o pensamento crítico na sociedade e a compreensão das diferentes manifestações culturais e artísticas no mundo. Além de desenvolver habilidades como criatividade, empatia, comunicação e resolução de problemas”, afirma o artista e autor da exposição, Julian Vargas. “E, o interessante da exposição é que o público pode interagir em duas obras. Quem passar pelo MIS vai poder participar da realização dessas obras”.

Entre a Aula e a Escol(h)a – Com 12 obras que abrangem desde as tradicionais pinturas em telas, vídeo até criações eletrônico-digitais, interativas e tecnológicas, a exposição busca evidenciar que as aulas de artes merecem ser priorizadas assim como as outras disciplinas no currículo escolar.

Esta é a primeira exposição individual de Julian Vargas em Campo Grande, que, no campo da cultura e de pesquisa, coleciona outros feitos. Isso porque ele é arquiteto formado na Faculdade de Bogotá (Colômbia), mestre em Estudos de Linguagem (UFMS). Também animou por sete anos a vida cultural de MS com a efervescência e musicalidade da banda Projeto Kzulo, grupo em que foi percussionista. Múltiplos conhecimentos técnicos e artísticos que, agora, dão forma e cor à exposição de arte.

O projeto oferecerá ao público pinturas (médio e grande porte) retratando a vida no ambiente escolar, escultura interativa com alto falante com depoimentos, escultura cinética (com servo-motor), vídeo-performance e  fotografias do making off do processo criativo do projeto. 

Já em termos de acessibilidade, a exposição terá o aparado de audiodescrição das obras e legenda para o vídeo de making off. Além da tradutora de libras na roda de conversa e durante a abertura da exposição. 

Imersão – “Estamos falando de um trabalho de vários processos porque o Julian traz nessa exposição a experiência que teve em seus estágios obrigatório nas escolas, durante sua formação como formação pedagógica. Depois tem o coletivo ‘Entre Nós’, da UFMS, do qual faço parte com ele, que é um grupo de pesquisa em arte, tecnologia e sociedade. Sem falar que ele é músico, arquiteto. Então, são muitas camadas dentro deste artista que nos convida a pensar no papel da arte em nossas vidas, principalmente, neste recorte da vida escolar que onde muitos indivíduos dão seus primeiros passos na vida em sociedade”, frisa a professora da UFMS, Venise Melo, mediadora do bate papo e autora do texto curatorial da exposição.

Ao lado de Venise, na roda de conversa também estarão outras três docentes: Patrícia Rodrigues, Caroline Sousa e Thais Baez, que acompanharam Julian no processo de estágio obrigatório nas escolas.

Vivência escolar que resultou em outra preocupação no projeto: englobar o quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), “Educação de Qualidade”, no escopo de sua exposição de arte, como ressalta o próprio artista Julian. “Minha ideia é trabalhar diretamente com os atores envolvidos na educação. Daí a criação da roda de conversa. Paralelo a isso, as obras que assino propõe essa reflexão sobre as artes e o espaço de trabalho que estão sendo disponibilizados aos alunos, professores e corpo técnico. Também é preciso pensar em trabalho decente, com educação e qualidade”.

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