(Divulgação/UFMS)

Diversas atividades então sendo realizadas nesta sexta-feira (20), na Feira Agroecológica da UFMS em referência ao Agosto Lilás, movimento que promove ações de conscientização e combate à violência contra a mulher. A programação aberta a toda a comunidade terá início às 8h, na área do Autocine onde é realizada a Feira.

A ação faz parte da campanha Eu Respeito e foi desenvolvida pelos integrantes do projeto de extensão “Mercado Escola: ciência e tecnologia no fortalecimento da agricultura familiar em tempos de pandemia” da UFMS em parceria com a Subsecretaria Estadual de Políticas Públicas para Mulheres de Mato Grosso do Sul (SPPM/MS). O objetivo é chamar a atenção para a responsabilidade social no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Feira Agroecológica da Ufms terá programação de combate à violência contra mulheres no campo

“Na oportunidade do Agosto Lilás, nesse momento de reflexão nacional, também participaremos focando na necessidade de chamar a atenção para o combate à violência contra as mulheres no campo, porque no campo também temos a necessidade desse olhar, dessa atenção. Elas terão a oportunidade de participar desse debate, teremos uma roda de conversa com a SPPM/MS, oficinas de kokedamas (horta no caixote), a participação das crianças do Instituto Ide com o projeto ‘Adote um canteiro’, atendimentos de saúde da mulher e atividades culturais, além da venda dos produtos da Feira Agroecológica”, disse a coordenadora da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) da UFMS, Mirian Aveiro.

A coordenadora do Núcleo de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas da SPPM/MS, Bruna Oliveira, afirmou que trazer à discussão a violência doméstica e familiar contra a mulher é importante para desconstruir a cultura de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. “Precisamos conscientizar toda a sociedade de sua responsabilidade na proteção às mulheres. É fundamental falar sobre o assunto para que as mulheres identifiquem se estão em um ciclo de violência e identifiquem os tipos de violência que sofrem. Muitas vezes elas sofrem e não se vêem dentro de uma relação abusiva, pois essas violências acabam sendo naturalizadas. Trazer isso à discussão traz um despertar”, explicou, e destacou que a parceria com a UFMS permite o alcance de vários públicos e a multiplicação das informações. “Assim vamos capacitando mais pessoas para que apóiem outras mulheres”, falou.

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