Festa popular de Campo Grande ganha reforço de segurança e ações sociais

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Policiamento da Polícia Militar de MS durante o Carnaval (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande)

Blocos, escolas de samba e órgãos públicos promovem Carnaval inclusivo e seguro

O Carnaval de Campo Grande em 2026 será marcado por uma operação integrada entre Governo do Estado, prefeitura, forças de segurança e instituições de defesa de direitos, com foco em tornar a folia não apenas uma festa popular, mas também segura e inclusiva. O planejamento contempla desde o reforço no policiamento até campanhas de conscientização contra assédio e violência, garantindo proteção especialmente para mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.

Durante coletiva no Museu da Imagem e do Som (MIS) na quarta-feira (28), representantes da área cultural e de segurança detalharam as ações previstas para o evento, que espera reunir milhares de foliões nos blocos de rua e desfiles das escolas de samba. Entre as medidas, estão o fechamento de acessos, revistas preventivas e a proibição de entrada de objetos cortantes, estratégia já adotada em anos anteriores com resultados positivos.

Cerca de 180 policiais atuarão diariamente, com apoio do Batalhão de Choque e do policiamento montado, garantindo a segurança no perímetro externo dos eventos e a prevenção de crimes. O comandante do Policiamento Metropolitano da PM, coronel Emerson de Almeida Vicente, destacou o trabalho conjunto com escolas de samba, blocos e órgãos públicos: “Tivemos diversas reuniões neste mês de janeiro para alinhar a atuação. Estamos em momento de planejamento, mas já definimos que cerca de 180 policiais militares atuarão em todas as noites”.

No campo social, a Defensoria Pública vai promover campanha de conscientização sobre direitos e canais de denúncia. Francianny Cristiane da Silva Santos, coordenadora do Núcleo Criminal, afirmou que materiais impressos serão distribuídos com informações sobre o plantão da Defensoria e orientação sobre como denunciar violações.

Representando os blocos independentes, Karla Valeska reforçou a importância da integração com as autoridades: “Somos um coletivo de mulheres feministas e estamos trazendo discussões sobre assédio, especialmente para populações vulneráveis. Esse diálogo com o Estado e parceiros tem sido consistente e necessário”.

Os organizadores destacam que o Carnaval de Campo Grande passa a ser visto não apenas como evento cultural e turístico, mas também como espaço de cidadania e inclusão. Com investimentos públicos e engajamento coletivo, a expectativa é consolidar a festa como referência em segurança, diversidade e cuidado com o público.