O presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou uma pauta estratégica de reivindicações do setor produtivo industrial ao Governo Federal, voltada ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira. As demandas foram levadas aos ministros Dario Durigan (Fazenda) e George Santoro (Transportes), durante encontro empresarial realizado nesta quinta-feira (30/07), em Campo Grande.
O evento reuniu na Casa da Indústria empresários, lideranças sindicais, parlamentares e autoridades para debater a Reforma Tributária e o futuro da economia.
Ao promover o encontro com representantes do Governo Federal, a Fiems reforçou seu protagonismo nas discussões sobre a reforma tributária em Mato Grosso do Sul e os rumos da economia nacional.
Longen destacou a importância do diálogo direto entre a iniciativa privada e o poder público para a construção de soluções que contribuam para o desenvolvimento econômico e industrial do País.
“Entendo que não é fácil, mas precisamos encarar os problemas que temos e, de uma maneira bem transparente, debater e trazer as demandas”, afirmou o presidente da Fiems.
Segurança jurídica é prioridade para investidores
No campo tributário, Longen defendeu maior segurança jurídica para as empresas durante o período de transição da reforma tributária, especialmente em relação aos incentivos fiscais concedidos pelos estados.
Segundo ele, questionamentos e cobranças envolvendo benefícios já concedidos têm gerado insegurança entre investidores, judicialização e impactos financeiros para empresas instaladas em Mato Grosso do Sul e em outras unidades da federação.
“A segurança jurídica é condição fundamental para a manutenção dos investimentos e para a atração de novos empreendimentos. O setor produtivo precisa de previsibilidade para continuar gerando empregos e desenvolvimento”, ressaltou.
Ao abordar o tema, o presidente do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) e do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César de Oliveira, destacou que a implementação da reforma tributária tem sido conduzida de forma conjunta entre estados, municípios e Governo Federal, com foco na construção de um ambiente mais previsível para empresas e investidores.
Segundo ele, o novo modelo tributário representa uma oportunidade histórica para reduzir a complexidade do sistema e ampliar a segurança jurídica no País. “Temos construído uma reforma tributária a quatro mãos. Estados, municípios e Governo Federal estão trabalhando juntos para implementar um modelo mais transparente, mais simples e mais justo. Tenho a certeza de que teremos um dos melhores sistemas tributários do mundo”, afirmou.
Falta de mão de obra preocupa indústria
Longen também chamou atenção para um dos principais desafios enfrentados atualmente pelo setor industrial: a escassez de trabalhadores qualificados.
Conforme apresentado pela Fiems, a indústria sul-mato-grossense possui atualmente mais de 25 mil vagas abertas, enquanto empresas de todo o País enfrentam dificuldades para preencher postos de trabalho. O presidente da Fiems defendeu maior integração entre programas sociais, qualificação profissional e empregabilidade.
Segundo Longen, o Senai tem ampliado a oferta gratuita de cursos de capacitação, mas ainda encontra dificuldades para aproximar potenciais trabalhadores das oportunidades disponíveis no mercado.
Logística eficiente e menos burocracia estão entre prioridades da indústria
Entre as principais demandas apresentadas pela Fiems esteve a preocupação com o aumento dos custos logísticos enfrentados pelas empresas. Longen argumentou que medidas regulatórias relacionadas ao transporte de cargas têm provocado elevação dos custos do frete e impactado diretamente a competitividade da indústria nacional.
Outro tema levado ao ministro dos Transportes foi a necessidade de garantir que a Rota Bioceânica opere com eficiência logística e aduaneira após sua entrada em funcionamento. Segundo o presidente da Fiems, além da infraestrutura física, será fundamental assegurar processos alfandegários mais ágeis para evitar que a burocracia comprometa o potencial econômico do corredor internacional.
“A Rota Bioceânica representa uma oportunidade histórica para Mato Grosso do Sul. Precisamos que toda a operação esteja preparada para que essa nova alternativa logística cumpra plenamente seu papel de integração comercial”, afirmou Longen.
Indústria pede programa de modernização produtiva
Outra reivindicação apresentada ao ministro da Fazenda foi a criação de mecanismos de financiamento voltados à renovação do parque industrial brasileiro.
Longen defendeu a construção de um programa nacional de modernização da indústria, nos moldes de iniciativas que permitiram, ao longo dos anos, a modernização de setores como o agronegócio e o transporte.
“A produtividade industrial precisa avançar. Nossa indústria necessita de condições adequadas para investir em tecnologia, inovação e modernização, garantindo competitividade diante de um mercado cada vez mais globalizado”, destacou.





















