Fiscalização encontra produtos vencidos há nove anos em clínica veterinária na Capital

680

Uma clínica veterinária no bairro Universitário, em Campo Grande, foi autuada depois que medicamentos e equipamentos veterinários vencidos foram encontrados no local. Um dos produtos estava venceu no ano de 2012. A empresa não teve o nome divulgado e seus responsáveis terão prazo para apresentarem defesa, devendo o Procon Estadual arbitrar multa independentemente do que for decidido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).

A fiscalização chegou até a clínica que fica na Rua Francisco dos Anjos, depois de denúncias de consumidores. Em uma ação em conjunto com CRMV, ocorrida na última quarta-feira (4), os agentes e fiscais localizaram medicamentos, equipamentos e produtos utilizados em intervenções cirúrgica em pequenos animais que estavam sendo utilizados irregularmente. Dentre as irregularidades, haviam produtos com o prazo de validade expirado, alguns dos quais desse  o ano de 2012, como é o caso de fios para sutura de diversos tipos e marcas. Também foram encontrados medicamentos sem quaisquer especificações, principalmente de origem ou data de fabricação.

De acordo com o Procon, no local existia, ainda, a prática de publicidade enganosa o que poderia induzir o consumidor a erro quando da necessidade de aquisição de produtos diversos para aplicação em animais de sua propriedade. Os fiscais flagraram casos em que animais que deveriam ser encaminhados à clinica eram recebidos em residência próxima, por pessoa que, sem qualquer habilitação para tal, fazia prescrição de medicamentos e dava orientação aos proprietários de animais.

O órgão de fiscalização ressaltou que a pessoa que realização as prescrições é uma servidora pública, lotada na Subsecretaria de Políticas para a Juventude, prestando serviços em horário que deveria ser de expediente.

Entre os produtos irregulares e que foram danificados e descartados pela fiscalização do Procon Estadual juntamente com do CRMV/, destaque para 256 embalagens  de fios para sutura de fabricação a apresentação diversas, entre eles, vários com validade expirada desde 2012. E não fica por aí. Havia medicamento, Ivergard por exemplo, vencido desde 2013 e agulhas cirúrgicas com vencimento no ano de 2014.

Seringas e outros instrumentos para anestesia, no total de 62, além de vencidas, vários estavam expostos sobre a mesa de cirurgia onde, segundo os próprios funcionários da clínica poderiam ser realizadas mais de uma intervenção simultânea. Também, entre os vencidos, foi encontrado oxigênio medicinal, gel anti-inflamatório e soro fisiológico.

Em relação à publicidade enganosa, consta a prescrição de um composto veterinário que poderia ser utilizado no combate à leishmaniose e que, na realidade não possui eficácia. Para tal tratamento apenas o Milteforan é indicado sendo reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, explicou o Procon.