Fundação de Cultura realiza jornada estadual do patrimônio cultural em 14 municípios

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(Foto: Ricardo Gomes)

Com o tema “Caminhos de Memória: Territórios, Saberes e Resistências”, a Jornada Estadual do Patrimônio Cultural de Mato Grosso do Sul 2025 promove um amplo movimento de valorização da memória coletiva, das tradições populares e das expressões culturais que compõem a identidade do estado.

Realizada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em parceria com o IPHAN/MS e o CAU/MS, a edição deste ano envolverá 14 municípios, com 51 ações culturais programadas, entre seminários, oficinas, exposições, rodas de conversa, festivais, atividades educativas e apresentações artísticas.

A abertura oficial acontece no dia 11 de agosto, às 17h30, no Arquivo Público Estadual, com a exposição fotográfica “Erva Mate – Nos tempos dos Ervais por Hélio Serejo”. A mostra reúne acervos do Arquivo Público, Instituto Histórico e Geográfico de MS e de Helta Barbosa Serejo, destacando a importância histórica e cultural da erva-mate para o estado.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes Pinto, “esta edição representa um marco histórico para as políticas culturais do Estado, mostrando que a preservação do patrimônio pode ser democrática, participativa e transformadora”.

O tema convida à reflexão sobre a trajetória dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pantaneiros e comunidades urbanas do estado, ressaltando a erva-mate como elo simbólico entre memória, trabalho, ritualidade e pertencimento.

Os curadores Rita Natalia Serenza e Douglas Alves da Silva destacam que “a erva-mate representa a essência da sociabilidade sul-mato-grossense, conectando diferentes territórios e gerações em torno de uma tradição compartilhada”. A curadoria foi elaborada em conjunto com o Instituto Histórico e Geográfico de MS, com o apoio da jornalista Lu Tanno e da historiadora Madalena Greco.

As atividades abrangem diversas regiões do estado e envolvem instituições públicas, coletivos culturais, universidades, escolas e comunidades tradicionais, demonstrando a força da articulação comunitária.

A diretora de Memória e Patrimônio da FCMS, Melly Fátima Goes Sena, ressalta a ampla adesão da população: “Temos desde o tradicional Festival da Rapadura da comunidade quilombola de Jaraguari até pesquisas acadêmicas da UFMS, todas valorizando a diversidade cultural através de uma mesma iniciativa”.

Entre os temas explorados estão os caminhos indígenas e quilombolas, roteiros de fé, festas populares, paisagens culturais pantaneiras, patrimônio arquitetônico e arqueológico, literatura e artes regionais, além da Rota da Erva-Mate, que propõe uma experiência sensorial e afetiva.

Para o superintendente do IPHAN/MS, João Santos, a Jornada é fundamental para reforçar a participação social e a educação patrimonial: “É uma forma de fortalecer o legado cultural de MS para as futuras gerações, valorizando o patrimônio material e imaterial da nossa sociedade diversa e rica”.

Consolidada como um espaço anual de escuta, mobilização e visibilidade do patrimônio cultural, a Jornada fortalece a conexão entre poder público, sociedade civil e comunidades locais.

A programação completa será divulgada em breve.