Motivo da ação ainda não foi divulgado, mas a informação inicial é de que teria a ver com contratos firmados na gestão do vereador Idenor Machado como presidente
05/12/2018 17h00
Por: Redação
Em Dourados, três vereadores e mais duas outras pessoas foram presos nesta tarde pelo Grupo de Atuação Especializado e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Acompanhado de policiais civis os investigadores estão cumprindo Mandados de Buscas e Apreensão no prédio da Câmara de Vereadores e o acesso ao local está restrito.
Foram detidos os vereadores Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM) e o servidor Amilton Salinas, que trabalha na Câmara de Vereadores também foi preso e Dirceu Longhi, ex-vereador.
A operação estaria investigando um suposto de esquema de corrupção envolvendo o setor de Tecnologia da Informação da Câmara de Vereadores de Dourados. Os suspeitos seriam acusados de aditarem e prorrogarem contratos em troca de propina. Os três foram presos porque teriam iniciado o esquema na gestão passada e continuaram operando nesta gestão.
De acordo com nota encaminhada à imprensa, a ação é originária de outras duas operações, a Telhado de Vidro e a Argonautas – deflagradas em 2013 em 2014 – e que investiga crimes de colarinho branco.
Na Câmara de Dourados, as investigações apontam para corrupção ativa e passiva.
Conforme o Ministério Público, em diversos processos licitatórios realizados nos anos anteriores dentro da Casa, empresas consideradas como ‘cartas marcadas’ se apresentavam e atuavam em conluio.
Algumas delas, conforme o MPE, existiam apenas no papel para simular uma concorrência legal. “Sem a devida concorrência, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes”, diz trecho da nota.
Propinas
Ainda de acordo com o Ministério Público Estadual, para garantir o esquema, essas empresas repassavam na época, valores aos vereadores a título de propina.





















