O governo Bolsonaro avalia que não conseguiu explicar que um novo tributo estava atrelado à retirada de tributos sobre a folha de pagamentos
12/09/2019 17h47
Por: R7
O governo Bolsonaro enterrou, pelo menos por enquanto, a possibilidade da volta do imposto sobre movimentações financeiras, a nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
O ministro Paulo Guedes e equipe buscam agora, de forma reservada, alternativas para poder reduzir a tributação da folha de pagamento sem perder arrecadação. A nova CPMF estava sendo estudada para compensar a perda de arrecadação com a desoneração da folha, medida considerada eficaz para a criação ou no mínimo manutenção de emprego. Uma das alternativas à nova CPMF em estudo é tributar setores que não pagam impostos hoje, como os de tecnologia (uber e Netflix, por exemplo).
A avaliação do governo é que a cobrança de impostos hoje está desiquilibrada, atingindo mais os trabalhadores e empresas médias, o objetivo principal do governo, portanto, é equilibrar a carga tributária.
O enterro da CPMF acontece após a demissão do secretário da Receita, Marcos Cintra, desligado porque havia uma determinação expressa de Bolsonaro para que não se falasse sobre a CPMF durante a sua internação. Dentro do governo há a avaliação de que houve falha de comunicação ao se falar do novo tributo, sem explicar sobre os benefícios da proposta de retirar outros tributos para estimular a economia.
Com a demissão de Cintra e a polêmica envolvendo a nova CPMF, a proposta de reforma tributária do Governo está sem data para ser apresentada.











