Pela quarta vez na semana, grupo tenta invadir área da antiga Cidade de Deus, na região do Dom Antônio Barbosa, na Capital. O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), Enéas Neto, informou que não permitirá ocupação ilegal e que manterá o respeito às 42 famílias cadastradas na agência que estão na fila por uma casa.

“Mais uma vez hoje tivemos que movimentar uma estrutura inteira para defender 42 mil pessoas que estão na fila esperando uma casa. A quarta tentativa nesta semana. Vamos respeitar os 42 mil que estão na fila por uma casa”, comentou o diretor-presidente.

Desde última segunda-feira (27), a prefeitura vinha negociando a saída dos ocupantes, sem sucesso, levando à primeira ação de demolição, que foi repetida no dia seguinte.

Na tarde de quarta-feira (29) foi realizada a retirada de ocupantes e dos materiais usados na terceira tentativa de se erguerem barracos no local. Houve tumulto e foi necessário o uso de bombas de efeito moral e de balas de borracha pelos guardas municipais. Patrolas e caminhões foram usadas no trabalho.

Na tarde do dia seguinte, cerca de 200 manifestantes, bloquearam a BR-262 em represália a revogação de contratos com a Amhasf. A suspensão foi reflexo dos três dias seguidos de invasões e ações de desocupação na área pública.

A Agência Municipal de Habitação adverte que a participação de invasões exclui as pessoas da possibilidade de obterem imóveis populares pelos próximos 4 anos.

O local da invasão, está previsto pelo município o plantio de árvores para concluir as ações ambientais do aterro sanitário.

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