Especialistas orientam contribuintes a reunir documentos para evitar erros e malha fina
O calendário do Imposto de Renda 2026 já começa a mobilizar milhões de contribuintes em todo o país. A Receita Federal do Brasil deve anunciar na próxima segunda-feira (16) as regras oficiais para a entrega da declaração deste ano, cujo prazo preliminar está previsto para ocorrer entre 18 de março e 29 de maio — datas que ainda aguardam confirmação final do órgão.
A expectativa é de aumento no número de declarações enviadas. No último exercício, foram entregues 43,3 milhões de documentos dentro do prazo, e a projeção para 2026 é de crescimento no volume, reforçando a necessidade de organização antecipada para evitar erros, atrasos e o risco de cair na malha fina.
Especialistas recomendam que o contribuinte comece desde já a reunir documentos e conferir informações financeiras. Segundo Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, a preparação prévia é fundamental para evitar problemas no envio. “Sempre recomendamos que as pessoas se antecipem. O primeiro passo é separar o quanto antes os documentos e informações que servirão de base para o preenchimento”, orienta.
Nos dias que antecedem a abertura do sistema, a recomendação é solicitar segundas vias de documentos pendentes e verificar se os informes de rendimentos foram enviados por empregadores, bancos e demais fontes pagadoras.
Entre os principais documentos necessários estão os informes de rendimentos de salários, aposentadorias, pró-labore, distribuição de lucros, pensões, aluguéis e aplicações financeiras, além de comprovantes de previdência privada, doações, heranças e resgates do FGTS. Também devem ser reunidos comprovantes de despesas que podem gerar deduções, como gastos com saúde — consultas médicas, exames, internações e tratamentos — e despesas com educação em todos os níveis de ensino.
Caso os informes não tenham sido recebidos, o contribuinte deverá reunir recibos, notas fiscais e comprovantes de pagamento que comprovem receitas e despesas declaradas.
A documentação patrimonial também exige atenção. Devem ser separados comprovantes de compra e venda de bens, como imóveis e veículos, registros de investimentos em ações, fundos imobiliários, criptoativos e moedas estrangeiras, além de contratos de empréstimos e documentos que comprovem dívidas e ônus existentes.
Outras informações essenciais incluem dados atualizados dos dependentes, endereço residencial, atividade profissional exercida, dados bancários para restituição ou pagamento do imposto e uma cópia da última declaração entregue.
Segundo as expectativas do mercado contábil, não devem ocorrer mudanças significativas nas regras em relação ao ano passado. Em 2025, estavam obrigados a declarar contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, além daqueles que obtiveram ganhos de capital, realizaram operações em bolsa de valores acima dos limites estabelecidos ou tiveram receita rural superior a R$ 169.440.
Medidas aprovadas recentemente, como a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e descontos para rendimentos de até R$ 7.350, só deverão impactar a declaração de 2027, já que o Imposto de Renda entregue em 2026 considera os rendimentos obtidos ao longo de 2025.
Com a proximidade do prazo, especialistas reforçam que a organização antecipada continua sendo a principal aliada do contribuinte para evitar inconsistências e garantir o envio correto da declaração dentro do período estabelecido.



















