A crise brasileira vem preocupando há algum tempo. Dívidas exorbitantes frente ao FMI, impostos altos, economia estagnada, além de sucessivas crises – o horizonte em 2021 até pareceu, em algum momento, apontar uma luz. Mas a rasteira ocasionada pelo Covid 19 fechou estrondosamente as janelas, ventando uma crise que já soprava com a alta inflação de 2020.

O país precisou recorrer às impressoras para abastecer a Economia com algum dinheiro – pouco para suprir o Auxílio, por exemplo. Mas suficiente para, somados fatores como a baixa da taxa de juros e o aumento do preço das commodities, gerar uma inflação perigosa. Até porque não conseguimos prever o fim da “pandemia Brasileira”, como já se descreve por aí. O Brasil se tornou o epicentro do vírus e das atenções.

Investidores, acionistas, detentores de moedas, todos estão apreensivos neste cenário, com medo de perder divisas. Para onde correr? Existem as maneiras tradicionais de assegurar seus valores, demonstradas no artigo, bem como opções para que você comece a negociar online.

Promessas

Uma das promessas iniciadas no Governo transitório de Michel Temer, e atreladas à ideologia econômica do Ministro Paulo Guedes, era a abertura dos mercados e reformas, que cortaram gastos do Governo, e também, dos governados – o povo.

Com a já esperada notícia da “quebra” da Argentina, que ultrtapassou 100% de comprometimento de seu PIB com a dívida externa, outro alarme soou.

A inflação já é a mais alta desde 2002, tendendo a romper outros recordes.

Perguntas são geradas pelos investidores e poupadores, como: O que fazer numa crise de alta inflação?

Por incrível que pareça, numa baixa de juros pré-inflação, uma dica é se endividar! Enquanto os bancos estão contendo os juros para girar dinheiro recém despejado, aproveite para comprar o que almeja, antes que inviabilizem. Móvel, imóvel, financiamento. Assim que a taxa Selic buscar o equilíbrio das contas e voltar ao juro regular, os bancos cortarão a “mamata”, e quem não pediu cafezinho não terá mais! Se adiante.

Gerenciamento de crise

Existem também outras formas de se defender da inflação que é aplicando ou investindo.

Concessionárias de serviços públicos, como energia elétrica, rodovias e saneamento, são opções procuradas tradicionalmente. Contratos seguros entre governo e companhias seguram a tarifação, pensando no bolso do investidor que procura segurança.

Papéis de Títulos Públicos atrelados ao IPCA são outras opções tradicionais. Para guardar o dinheiro sem sofrer a erosão inflacionária existem diversos fundos, melhores que a velha poupança, como CDB ou CDI, hoje, presente de modo dinâmico nas Fintechs (bancos virtuais modernos), que funcionam por aplicativos. Esteja atento e leia o contrato das instituições escolhidas, porque as taxas podem ser diferenciadas, ou se deparar com alguma taxa “administrativa”.

Os Fundos Imobiliários ganharam alguma popularidade, com o aquecimento do setor e alinhamento dos fundos à bolsa. São outra opção de investimento que rendem acima da inflação, não oferecem risco de perda, aceitando uma margem de investimento baixa.

E é claro, commodities como o ouro, sempre mantém uma boa margem de confiabilidade e estabilidade. No ano passado, na crise instaurada do Covid, muitos países foram à pique, e um mau agouro em relação ao dólar paira a mentalidade dos Economistas. Previsões pessimistas falam de colapso econômico, mas o dólar ainda resiste um bocado. O fato é que o ouro anda especulado de novo.

Porém, novos concorrentes vêm fazendo frente ao metal dourado:

As Criptomoedas, como o Bitcoin. Após sofrer reversão assustadora em março passado, caindo quase 80%, ganhou enorme impulso e confiança de investidores como Elon Musk – batendo recordes, com alta atrás de alta.

Gigantes do mundo financeiro (as famosas “baleias”) estão fazendo reservas financeiras em Bitcoin, que não é o único ativo valoroso no universo cripto: a rede Ethereum, a Altcoin ADA da rede Cardano, etc. – tem muito pano pra manga, com grandes corretoras disputando o mercado de criptoativos.

É muito simples, pois você pode comprar valores baixos de criptos e salvar numa carteira virtual, deixando valorizando. Como a alta do Bitcoin deve seguir por alguns anos, há muito otimismo na valorização das moedas deste ecossistema. Vale conferir o mercado, e, se tiver Reais parados, busque rendimento, transformando ao menos uma fração em cripto e segurando a subida.

Em seguida, conforme seu interesse e planejamento orçamentário, é possível fazer operações de curto prazo buscando altos lucros.

Conclusão

Essas foram algumas dicas para escapar da pressão inflacionária sem ficar simplesmente olhando seu dinheiro evaporar. Das ortodoxas às novidades, das garantidas às arriscadas, o importante é dar uma olhada! Dinheiro é pra girar. Ou guardar onde não perca valor.

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