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sexta-feira, 19 de julho, 2024
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Informação, educação e saúde são os setores que mais empregam no Brasil

Na pesca, agricultura e pecuária o número de trabalhadores cai, em contraste com as demais áreas, dizem dados do IBGE

A área de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foi a que mais criou vagas de emprego em 2023. As informações são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o órgão, o grupo de atividades empregou ao menos 1,1 milhão de pessoas, representando aumento de 9,8% no total de empregados entre 2022 e 2023.

Os setores que tradicionalmente correspondem pela maior fatia no número de novas vagas também apresentaram crescimento. Como é o caso das atividades agrupadas na categoria administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e sociais. Neste ramo, o salto foi de 4,5%, o que representou mais 765 mil pessoas ocupadas no país.

Atividades ligadas ao meio rural tiveram uma retração de 4,2% no número de pessoas em postos de trabalho. Foi uma redução de 361 mil empregados na agricultura, pecuária, produção florestal e pesca entre 2023 e 2022.

Trabalho doméstico e por conta própria

Ao longo da série histórica do IBGE, o número de trabalhadores domésticos sofreu grandes flutuações. Em 2012, quando o órgão começou a coletar as informações, eram 6,1 milhões de brasileiros nesta função. O número chegou ao menor patamar no primeiro ano da pandemia de Covid-19, em 2020, com 4,9 milhões de pessoas. No ano passado, houve uma recuperação desse contingente, chegando a 6,1 milhões de trabalhadores, um salto de 6,2% em relação a 2022.

O trabalho por conta própria também mudou nesses 11 anos. Saiu de 20,1 milhões de pessoas em todo o país, em 2012, para 25,6 milhões, em 2023. São mais de 5 milhões de novos empreendedores ao longo da década. Desse total, menos de um quarto tinha CNPJ registrado no ano passado, o que corrobora o alto índice de formalidade dos empreendimentos do país, sugerido em outras pesquisas.

Por outro lado, entre os empregadores, o percentual daqueles com CNPJ registrado é de 81,3% ou 3,5 milhões. Isso porque o número de empregadores no Brasil atingiu o contingente de 4,3 milhões de pessoas em 2023, o que representou crescimento de 5,6% (mais 228 mil pessoas) em relação a 2022.

Frente ao início da série, quando havia 3,5 milhões de empregadores, o movimento foi de expansão (23,4%).

Fonte: R7

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