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quarta-feira, 22 de maio, 2024
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Inovação e resiliência foram palestras no estande da PrefCG que motivaram espectadores a superar desafios

Não desistir nunca, independentemente dos desafios e obstáculos encontrados pelo caminho. Muitos acreditam que esta é a receita do sucesso, e em partes é, mas analisar os percalços no caminho e corrigir a rota são essenciais para alcançar o topo. Foi sobre isso que o gerente de Startups do Sesi/FIEMS, Odilon Moura, palestrou nesta quarta-feira (11) no estande da Prefeitura Municipal na Expogrande 2024.

Ele explicou que é muito importante ter foco no que se quer fazer, mas não pode ser uma persistência ingênua. Como exemplo, citou o caso da SpaceX, a agência do bilionário americano Elon Musk, que explodiu cinco foguetes até alcançar um lançamento de sucesso.

“Cada vez que a empresa explodia um foguete, ela sabia o que deu errado, ia lá e consertava para o próximo. Não desistiram, mas não persistiram no erro. Para desenvolver é preciso ter uma postura analítica de entender as falhas. O que o projeto pode melhorar e a partir daí evoluir. Foi assim que empresas e startups que eram pequenas se tornaram grandes”, concluiu Moura.

Outro aspecto que ele afirmou ser importante para o sucesso de qualquer negócio é entregar uma solução para um problema. “É preciso resolver um problema, ser a solução de alguma coisa. Importante que nossa persistência esteja firmada na dor de alguém, que seja a solução de alguma coisa”, pontuou.

Inovação e resiliência foram palestras no estande da PrefCG que motivaram espectadores a superar desafios

A regra é certa, até para quem começa bem pequeno. A Pé de Moleques Gourmet, que contou sua história na noite desta quarta, revelou que começou o negócio em meio à pandemia, com somente R$ 20 e uma receita especial que a empreendedora Fernanda Merísio fazia com a avó.

“Desde o início entendemos que empreender é ter resiliência e acreditar no nosso produto. Começamos com duas receitas e vendemos tudo. Dali percebemos que tínhamos sim um negócio. Fomos testando novas receitas, vendendo para um, que indicava para o outro, e hoje temos um cardápio com diversos sabores, até com erva-mate e castanha de baru”, contou João Ari Rezende.

Inovação e resiliência foram palestras no estande da PrefCG que motivaram espectadores a superar desafios

O produto caiu no gosto dos clientes que se tornaram verdadeiros fãs da marca. Inclusive, este foi outro tema exposto para os participantes. A palestra “Como Transformar Clientes em Fãs”, com o professor universitário e treinador Florisvas Salles Jr. abordou os cinco passos para converter qualquer marca em uma paixão. Com base na neurociência, ele explorou como proporcionar uma experiência extraordinária ao cliente, capaz de cativar, fidelizar e transformar os negociadores em verdadeiras máquinas de vendas.

Já Fabrício Soares Rodrigues, que possui MBA em Gestão Estratégica em Cooperativas, falou sobre o cooperativismo em Mato Grosso do Sul. O modelo de negócio é sucesso no estado. São mais de 105 cooperativas instaladas em Mato Grosso do Sul, o que corresponde a mais de 10% do PIB Estadual, conforme dados da Organização das Cooperativas do Brasil e Mato Grosso do Sul (OCB/MS).

Inovação e resiliência foram palestras no estande da PrefCG que motivaram espectadores a superar desafios

“Mato Grosso do Sul tem alavancado muito o crescimento em relação a outros estados por causa do agronegócio e cooperativas de crédito, é cerca de 40% a mais em relação a outros estados. Temos ainda um mercado muito grande para desenvolver e cada vez mais as pessoas estão acreditando no modelo cooperativo e temos tido muitos bons resultados“, avaliou.

Os dados positivos do movimento aeroportuário concluíram o ciclo de palestras. Com o tema “Novo Aeroporto de Campo Grande: investimentos e oportunidades”, o diretor do Aeroporto Internacional de Campo Grande, Usiel Paulo Vieira, falou sobre as expectativas para a Capital de Mato Grosso do Sul.

Ele contou que dentro do bloco SP/MS/MG/PA de aeroportos, que a espanhola Aena administra, Campo Grande é uma das líderes em operações, estando atrás apenas de Congonhas, que já está muito próximo do limite operacional.

“Essa é a oportunidade que a gente tem, porque Congonhas não tem para onde crescer. Lá a gente trabalha na eficiência de pista para melhorar a disponibilidade de oferta, aqui a gente já tem a oferta pronta, a gente precisa gerar a demanda e vamos gerar”, afirmou.

No ano passado, o Aeroporto Internacional de Campo Grande aumentou a movimentação. Foram 1.526.719 passageiros entre embarques e desembarques. Um crescimento de 12,36% em relação ao ano anterior, fazendo com que o fluxo voltasse ao patamar anterior à pandemia da Covid-19.

Inovação e resiliência foram palestras no estande da PrefCG que motivaram espectadores a superar desafios

Segundo a Aena, que assumiu a gestão do aeroporto no dia 13 de outubro de 2023, investir em Campo Grande está no planejamento da empresa porque a Capital das Oportunidades é uma das 11 cidades no Brasil com a classificação Capital Regional, tendo influência em 30 cidades, dentre elas, Dourados, Corumbá e Sidrolândia.

O PIB da Capital do Mato Grosso do Sul cresceu 3 vezes acima do PIB brasileiro (IBGE) e Campo Grande é porta de entrada para o Pantanal, um dos principais polos de turismo sustentável e de natureza no Brasil.

Fonte: Ascom PMCG

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