Nos primeiros dez meses deste ano, o Procon estadual contabilizou entre seus serviços de orientação por meio do telefone 161 e de reclamações generalizadas, um total de 15.565 ocorrências.

Enquanto as orientações (151) totalizaram atingiram 2.064 procuras dos consumidores, as dez primeiras empresas no ranking das mais reclamadas, foram responsáveis pela ocorrência de 4.413 demonstrações de insatisfação, sendo a Energisa, com 900 casos, a campeã entre as que mais causaram dissabores, seguida da Aguas Guariroba com 858 casos.

O ranking aponta, ainda, entre os principais alvos de reclamação, empresas de telefonia tais como a Claro com 658 casos, a Telefônica do Brasil com 352 a Brasil Telecom (celular) com 294, seguidas da Tim (281). Quatro bancos também constam do ranking. São eles: Bradesco com 300 casos, BMG com278 além de Santander e Caixa Econômica Federa, com 256 e 236, respectivamente.

Ressalte-se que estas são as que mais tiveram consumidores insatisfeitos e que se  dirigiram ao Procon Estadual no sentido de  procurar solução para os problemas  dos quais  foram vítimas. Dezenas de outros fornecedores também, mesmo que com números menos expressivos, também têm sido denunciados no órgão estadual de defesa do consumidor.

Em nota à redação do EnfoqueMS, a distribuidora Energisa informou que o ranking do Procon considera em seu número, além das reclamações, os atendimentos e orientações realizadas ao cliente. O ranking apresenta ainda um elevado número de reclamações improcedentes, bem como reclamações duplicadas.

Ajustando o número no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), base dados que é utilizada pelo próprio Procon, o número correto seria:

  • (+) Número Considerado no Ranking pelo Procon Estadual – 900
  • (-) Atendimentos e Orientações (Não são reclamações) – 301
  • (-) Reclamações Improcedentes e arquivadas (Foram todas respondidas e não existia procedência) – 222
  • (-) Reclamações Duplicadas ou Triplicadas – 145
  • Número Real do Ranking – 232

“Reforça ainda que o ranking em número absoluto não representa a eficiência das empresas, pois empresas que tem poucos clientes são comparadas a empresas que atendem milhões de clientes, como é o caso da Energisa. Se considerarmos, portanto, os ajustes citados acima, a posição da empresa no ranking seria substancialmente alterada”, finaliza nota.

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