Wolney Queiroz afirma que tempo de análise deve cair para até 45 dias e que medida pode antecipar meta prevista para o fim do ano
A fila de pedidos em análise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode deixar de existir antes do previsto. A previsão foi feita pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, que afirmou que o estoque de requerimentos pendentes deverá ser zerado entre setembro e outubro deste ano, reduzindo o tempo de espera dos segurados para até 45 dias.
Em entrevista à emissora de TV RECORD, o ministro informou que atualmente entre 370 mil e 377 mil solicitações aguardam análise. Segundo ele, o volume representa uma queda significativa em relação ao cenário anterior, quando o represamento chegava perto de 2 milhões de pedidos.
De acordo com Wolney Queiroz, a expectativa inicial do governo era eliminar a fila até o fim de 2026, mas o ritmo de análise dos processos pode antecipar essa meta. “Pela curva que estamos acompanhando, acredito que isso aconteça entre setembro e outubro”, afirmou.
O ministro classificou a medida como um marco para a Previdência Social e destacou que o resultado é consequência de mudanças na gestão, com maior informatização dos processos, reforço no controle institucional e adoção de novos procedimentos para acelerar a concessão de benefícios.
Apesar da redução da fila, o INSS continua recebendo um grande volume de solicitações. Conforme o ministro, cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios entram no sistema todos os meses, o que exige um fluxo contínuo de análise para evitar novos atrasos.
A meta do governo é que todos os requerimentos sejam avaliados em até 45 dias, prazo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Queiroz, quando esse tempo médio for alcançado de forma permanente, a fila poderá ser considerada oficialmente zerada.
Com isso, quem solicitar aposentadoria, pensão ou outro benefício no fim deste ano ou no início de 2027 deverá receber uma resposta dentro do prazo previsto, sem enfrentar longos períodos de espera.
Recurso continua disponível
O ministro também lembrou que segurados que tiverem o benefício negado podem recorrer administrativamente ao Conselho de Recursos da Previdência Social. O recurso é gratuito e deve ser apresentado em até 30 dias após a decisão.
Segundo Wolney Queiroz, a intenção é solucionar a maior parte das demandas dentro do próprio INSS, reduzindo a judicialização. Ele afirmou que atualmente cerca de 45% das ações conduzidas pela Advocacia-Geral da União (AGU) envolvem questões relacionadas à Previdência Social.
















