A droga foi encontrada impregnada em folha de papel sulfit.

Foi registrado neste sábado (17) na Polícia Civil, a localização de uma nova forma de maconha no interior de uma das celas da Penitenciária Estadual de Dourados (PED). K4 – maconha sintética – nova droga que está se espalhando por quase todas as penitenciárias do país.

K4, a maconha sintética, é apreendida na Penitenciária Estadual de Dourados
Droga apreendida na PED/Divulgação

A apreensão ocorreu na tarde de ontem (16), porém o registro foi feito hoje. Segundo boletim, que a unidade prisional recebeu de papel sulfit, sendo que em seu interior havia dois pedaços de papel, com alguma substância colada a mesma, aparentando ser substância entorpecente K4.

Não foi possível identificar para qual interno seria a encomenda. O entorpecente foi apreendido e levado neste sábado para a Polícia Civil.

Está foi a primeira vez que este tipo de droga é apreendida no sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul.

K4

É uma espécie de maconha produzida em laboratório e muito mais forte que a comum. A droga é produzida em laboratório de forma líquida e depois borrifada em papéis, fotos, cartões e até selos. A detecção é extremamente difícil. Por conta disso, parentes de presos estão proibidos de enviar papel higiênico para os detentos.

Segundo o toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas do estado de São Paulo, o K4 é até 80 vezes mais potente do que a maconha natural e funciona como estimulante, deixando o usuário mais agitado e agressivo, diferentemente da canabis sativa, cujo efeito está mais para sedativo.

“A maconha sintética ocupa o mesmo local que a canabis no neurônio, mas causa inibição cerebral bem mais intensa, mais forte, e provoca não só dependência psíquica, mas também física, assim como as anfetaminas”, explicou o médico.

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