Laudo confirma que não havia cocaína na madeira apreendida na Operação Timber Shield

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Foto: Laudo/PF

O laudo pericial definitivo da Polícia Federal, emitido no último dia 17 e divulgado nesta semana, descartou completamente a presença de cocaína ou qualquer outra droga na carga de madeira apreendida na Operação Timber Shield, deflagrada pela Receita Federal em 21 de junho.

A ação chegou a ser anunciada como a maior apreensão de cocaína impregnada em madeira da história do Brasil, com estimativas entre 20 e 50 toneladas da substância. As informações sobre o resultado definitivo foram publicadas nessa quarta-feira (22) pelo jornal Estadão.

O que diz o exame

Os peritos analisaram 12 amostras diferentes — três iniciais e outras nove coletadas posteriormente no Porto Seco de Corumbá, entre serragem e fragmentos de madeira — usando métodos de alta precisão:

  • Espectroscopia Raman;
  • Teste de Scott;
  • Cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas;
  • Espectroscopia infravermelha.

Além disso, houve inspeção com cães farejadores, que também não detectaram qualquer vestígio de droga. O documento conclui: “Todos os exames resultaram negativos para a presença de cocaína ou de outras substâncias entorpecentes”.

Por que a madeira não serviria para esconder droga

A perícia explica ainda que a carga era formada por aroeira, espécie conhecida por extrema densidade e quase nenhuma capacidade de absorção de líquidos — características que tornam a madeira praticamente inadequada para ser usada como suporte para impregnar cocaína.

Contexto e impactos

A operação envolveu oito carretas: quatro paradas em Mato Grosso e quatro em Corumbá. Os veículos ficaram retidos por semanas, gerando grandes prejuízos financeiros às transportadoras com armazenagem e prejuízos comerciais.

Desde o início, testes preliminares em Corumbá e documentos da polícia boliviana já apontavam resultado negativo, confirmado agora pela perícia oficial da PF.