Mais de 80% dos empregos criados em 2026 foram ocupados por inscritos no CadÚnico

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Beneficiários do Bolsa Família responderam por mais da metade do saldo de empregos no país, aponta governo federal

Dados do Caged mostram que público de programas sociais preencheu 300 mil das vagas formais abertas no primeiro bimestre

Mais de 300 mil vagas com carteira assinada abertas nos dois primeiros meses de 2026 foram preenchidas por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), programa que reúne famílias em situação de vulnerabilidade social no país. Os dados mostram que esse público respondeu por mais de 80% dos novos empregos formais gerados no período, segundo levantamento do governo federal com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Brasil encerrou janeiro e fevereiro com saldo positivo de 370.339 empregos formais. Desse total, 300.728 vagas foram ocupadas por pessoas cadastradas no CadÚnico, o equivalente a 81,2% do saldo nacional.

O levantamento é resultado do cruzamento de dados do Caged com as informações do Cadastro Único, principal instrumento utilizado pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e incluí-las em programas sociais.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, o saldo de empregos chegou a 207.900 vagas no primeiro bimestre, representando 56,1% do total de postos criados no país e 69,1% das vagas ocupadas pelo público do CadÚnico.

Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, o crescimento do emprego formal entre pessoas inscritas em programas sociais tem sido uma tendência observada nos últimos anos.

“A gente vem observando a mesma tendência nos últimos dois anos. O governo do presidente Lula alcançou a menor taxa de desemprego da história e quem ocupa essas vagas de emprego formais geradas é o público do Cadastro Único”, afirmou o ministro.

Os dados do Caged apontam que, no período analisado, o país registrou 4.620.228 admissões e 4.249.889 desligamentos.

Entre os recortes do público do CadÚnico, as mulheres tiveram participação ligeiramente maior no saldo de empregos, respondendo por 50,2% das vagas líquidas geradas. No levantamento geral do Caged, o percentual feminino ficou em 47,2%.

Pessoas pardas representaram a maior parcela das contratações dentro do Cadastro Único, concentrando 57,9% do saldo de empregos, o equivalente a 174,1 mil postos de trabalho.

O nível de escolaridade predominante entre os contratados foi o ensino médio completo, faixa que respondeu por 68,3% das vagas ocupadas pelo público do CadÚnico, totalizando 206,4 mil postos.

Regionalmente, cinco estados concentraram 71,6% do saldo nacional de empregos formais no primeiro bimestre: São Paulo, com 111.611 vagas; Rio Grande do Sul, com 42.301; Santa Catarina, com 41.528; Paraná, com 39.518; e Minas Gerais, com 30.318 postos de trabalho.

No recorte específico do CadÚnico, esses estados foram responsáveis por 58,4% do saldo de empregos, com destaque para São Paulo, que concentrou 26,7% das vagas.

O setor de serviços liderou a geração de empregos entre o público do Cadastro Único, com 156,5 mil postos, seguido pela indústria, com 60,2 mil; construção civil, com 38,1 mil; comércio, com 27,3 mil; e agropecuária, com 18,3 mil vagas.

Já entre as faixas etárias, os jovens de 18 a 24 anos lideraram a ocupação dos novos postos formais. Eles responderam por 186,8 mil vagas no saldo geral do país e por 125,7 mil empregos dentro do público do CadÚnico.