Deputado sugere que municípios ampliem monitoramento de pacientes

O deputado estadual Marçal Filho (PSDB) sugere que os municípios sul-mato-grossenses aprimorem o monitoramento dos pacientes com suspeita e casos confirmados de covid-19. A medida tem como objetivo ajudar a frear o avanço da doença no Estado.

Marçal faz um alerta às secretarias de saúde das cidades com mais registros – Dourados, Campo Grande, Rio Brilhante, Corumbá, Três Lagoas. “É preciso evitar a propagação da infecção através do rastreamento da via de transmissão, impedindo que uma comunidade de pacientes crie outra”, afirma o parlamentar.

Dourados, considerado o epicentro do coronavírus no Estado, foi preciso que o Ministério Público Estadual interviesse para que o município passasse a acompanhar pacientes com a doença. Ainda assim, denúncias têm chegado ao deputado que pessoas com covid-19 continuam desassistidas. “O monitoramento deve iniciar a partir do momento que a pessoa está suspeita. Não só ela, como também todas aquelas com quem teve contato”, complementa Marçal Filho.

No final de semana o deputado esteve com o secretário de estado de saúde Geraldo Resende, que alertou que Dourados e a macrorregião podem sofrer consequências no sistema de saúde, em julho, se não frearem o crescente número de casos. Dourados é responsável por 33 cidades da região sul.

Muitas cidades do país têm utilizado a tecnologia no combate ao coronavírus. Aplicativos gratuitos, por exemplo, indicam se um caso é suspeito de contágio com base apenas em perguntas sobre o quadro clínico do paciente. A tecnologia também monitora se o isolamento está sendo cumprido. “No atual cenário, saber quem está infectado, ou tem chance de estar, é uma prioridade”, afirma Marçal Filho, apontando a necessidade dos municípios adotarem tecnologia no combate ao vírus.

O deputado ainda defende que todo município deve ter um centro de monitoramento, para que profissionais da saúde possam entrar em contato diariamente com os pacientes, perguntando como estão os sintomas, e se houve alguma alteração no quadro clínico. A força-tarefa deve também, conforme o parlamentar, ter apoio das equipes de agentes de saúde, para fortalecer o monitoramento.

Como o baixo índice de isolamento social é um dos grandes problemas no Estado, aprimorar as medidas que façam as pessoas com casos suspeitos ou confirmados com a doença permaneçam em quarentena, poderá auxiliar na redução do contágio, para evitar que a saúde entre em colapso.

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