Alguns podem dizer: O que tem a ver meio ambiente com poesia? Eu diria tudo. Aliás Deus foi o primeiro grande poeta quando criou o ser humano a sua imagem e semelhança, Deus foi mais poeta ainda, quando criou Adão e o deu o sopro da vida! Sou poeta quando vou visitar um enfermo, somos poetas quando entendemos nossa missão na terra e a aprimoramos cada dia mais. Somos poetas quando educamos nossos filhos e quando promovemos a paz, ao invés da discussão. E numa dessas andanças pela vida conheci Bráulio Bessa que participou, na capital do Estado, da Noite Nacional da Poesia, momento em que eu concorri com outras 500 poesias, de todas as partes do país. Naquela noite, ele fez sua palestra inspirada no livro “Poesia que Transforma,” que contava a sua trajetória. Certamente que um de seus poemas é voltado a preservação do meio ambiente e nessa semana do Meio Ambiente, todas essas situações se uniram. Bráulio Bessa foi internado com COVID, como muitos de nossos amigos e entes queridos. Mas ele venceu, com poesia, e foi pra casa se recuperar, assim como torcemos que cada brasileiro volte pra casa, depurado, renovado, para que possamos construir um Brasil novo, um Brasil, nosso!

E com um dos poemas de Bráulio Bessa, homenageio todos aqueles(as) que desejam ser melhores, para si e para os outros, sem esquecer da verdadeira fraternidade e da preservação das tradições, costumes e meio ambiente. Que todos consigam ser vacinados e que se recuperem todos os adoentados, das outras doenças também. Que se promova o emprego e a renda.

E a poesia diz assim: A terra nossa morada está sendo destruída, Por quem vê preço em tudo e não vê valor na vida. Pobre homem enganando desmatando e matando se tornando um suicida. Como é triste ouvir tocar a canção da motosserra. Suas notas ecoando em todo o verde da terra. E se isso não acabar todo bicho vai virar refugiado de guerra, obrigados a deixar o habitat natural, fugindo de um predador ganancioso e mortal. Questiono sem ofensa: será que o homem pensa, e o bicho é o irracional?

A poluição já foi problema no centro urbano, porém hoje ela castiga do sertão ao oceano. Quer saber como mudar: precisamos reciclar…A mente do ser humano! Se o homem fosse esperto, se tivesse mais cautela; preservava a natureza e cuidava muito bem dela. Basta ser inteligente…ela precisa da gente e a gente precisa dela! O clarão de uma queimada não clareia, eu asseguro. O fogo assassino mata, deixando a mata no escuro. O socorro é urgente! Se não mudar o presente, nem vai existir futuro!

Pra que banheiro de luxo sem ter água no chuveiro? Pra que restaurante “chique” sem comida companheiro? Vale a pena terminar com pulmão seco de ar e o bolso cheio de dinheiro? Tem gente que vai a luta com bandeira com cartaz. Tem gente que não se importa e diz que esta tudo em paz! Não hesite camarada, se você não quer fazer nada, não vai criticar quem faz. Sou apenas um poeta! Sei que não sou cientista! Porém nem preciso ser um doutor, especialista, pra saber com precisão, que nessa grande extinção, ninguém escapa da lista. Grito pela natureza através da minha arte. Receba minha poesia, reflita e não descarte. Guarde-a dentro de você. E depois faça sua parte!

*Rosildo Barcellos – Articulista

Comentários