Média estimada subiu para 122,79 sacas por hectare, ante 84,16 sacas projetadas no início da safra
Mato Grosso do Sul está perto de concluir a colheita do milho segunda safra 2025/2026. Até 11 de setembro, 98,4% dos 2,206 milhões de hectares cultivados já haviam sido colhidos, o equivalente a aproximadamente 2,171 milhões de hectares. Restam cerca de 35 mil hectares para o encerramento dos trabalhos.
O percentual representa avanço de 3,5 pontos em relação ao levantamento anterior, que apontava 94,9% da área colhida até 4 de setembro. Em uma semana, aproximadamente 81 mil hectares foram retirados do campo. O ritmo atual está apenas 0,1 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/2025.
Entre as regiões acompanhadas pelo levantamento, o Norte está praticamente com a colheita concluída, com 99,8% da área colhida. No Sul, o índice chega a 98,5%, enquanto o Centro registra 97%.
Produção supera previsão inicial
Além do avanço da colheita, os dados mais recentes mostram uma revisão significativa na produtividade esperada para a safra. A média estimada chegou a 122,79 sacas de milho por hectare, aumento de 13,3% em relação ao ciclo anterior.
Com esse rendimento, a produção estadual está projetada em 16,253 milhões de toneladas, volume 16,7% superior ao registrado na safra 2024/2025. Os números ainda são preliminares e podem ser ajustados conforme novas áreas sejam avaliadas pelos técnicos.
A projeção atual também supera em 45,9% a estimativa feita no início do ciclo. Naquele momento, a Aprosoja/MS calculava produtividade média de 84,16 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas.
Até agora, foram realizados 354 levantamentos de produtividade, abrangendo aproximadamente 18% da área cultivada, ou cerca de 400 mil hectares.
Três Lagoas lidera produtividade
Entre os municípios avaliados, Três Lagoas apresenta a maior produtividade média, com 174,3 sacas por hectare. Na sequência aparecem Alcinópolis, com 167,8 sacas, e Camapuã, com 165,3.
Em Campo Grande, a média registrada é de 107,6 sacas por hectare, enquanto Dourados apresenta 106,6 sacas.
Considerando todas as áreas analisadas, os resultados de produtividade variam de 35 a 192 sacas por hectare, mostrando diferenças entre as regiões produtoras e as condições encontradas nas lavouras.
Ataques de animais provocam perdas
Apesar do cenário geral de aumento da produtividade, o boletim registra perdas pontuais no Oeste de Mato Grosso do Sul. Produtores de Bonito e Bodoquena relataram prejuízos expressivos provocados por ataques de javalis e queixadas às plantações.
A Aprosoja/MS mantém o acompanhamento das áreas até o encerramento da colheita, quando os resultados de produtividade poderão ser consolidados e a estimativa de produção poderá passar por novos ajustes. O Projeto SIGA-MS reúne dados coletados em campo por técnicos e informações complementares obtidas por satélite.











