Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 3,50 e 4,25 pontos nas principais posições, levando o março a US$ 3,79 e o maio a US$ 3,84 por bushel

10/02/2020 13h03
Por: Anielle Laquanette

Nesta segunda-feira (10), os futuros do milho recuam na Bolsa de Chicago. Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 3,50 e 4,25 pontos nas principais posições, levando o março a US$ 3,79 e o maio a US$ 3,84 por bushel.

O mercado internacional de grãos continua cauteloso e na defensiva, ainda no aguardo de novas notícias que possam partir do cenário geopolítico e, paralelamente, esperando também pelo novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que chega amanhã, dia 11.

“Os futuros dos grãos operam em baixa, embora o mercado veja os traders promovendo um movimento de cobertura de posições, e atentos a quaisques mudanças que o USDA possa trazer nesta terça-feira em seu relatório mensal”, diz a a consultoria internacional Allendale, Inc.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Milho: Mercado do Brasil encerra semana com preços fortes e sustentados

A semana termina com preços sustentados para o milho brasileiro. A oferta ajustada – com os estoques baixos e os produtores ainda evitando novos negócios diante da demanda aquecida – segue como um dos principais pilares de suporte para as cotações do cereal. A maior parte das praças de comercialização no interior do Brasil têm mantido referências acima dos R$ 40,00 por saca.

“De uma forma geral, o produtor segue com a estratégia de reter o máximo possível o milho armazenado para forçar uma valorização nos preços”, dizem os analistas da consultoria Safras & Mercado em seu balanço semanal. Mais do que isso, ainda segundo os especialistas, o escoamento da soja mais intenso neste momento, diante do avanço da colheita, também encarece um pouco mais os fretes para o grão, o que estimula ainda mais o produtor a segurar novas vendas.

A estimativa da Safras & Mercado é de que a produção de milho do Brasil nesta temporada alcance 104,75 milhões de toneladas. E para alguns analistas e consultores, como Roberto Carlos Rafael, da Germinar Correota, nem mesmo a chegada das ofertas da safra de verão e da safrinha deverão promover uma pressão muito severa sobre os preços em 2020, a ponto de trazer o mercado de volta a patamares muito mais baixos do que os atuais.

Na B3, a sexta-feira foi mais uma sessão de alta para os futuros do milho, que encontraram também apoio no dólar. Nesta última sessão da semana, a moeda norte-americana superou os R$ 4,30 pela primeira vez na história, sendo estimulada pelo movimento externo.

“É um movimento global: o dólar sobe lá fora, e, ao mesmo tempo, há uma dinâmica ruim no cenário doméstico para o real”, disse Machado. “Nosso diferencial de juros é muito ruim em relação a nossos pares, não há fluxo estrangeiro na verdade, há saídas e não temos grau de investimento”, explicou à Reuters o operador da Commcor, Cleber Alessie Machado.

Assim, o vencimento março continua operando acima dos R$ 49,00 por saca, o maio acima dos R$ 46,00 e o demais – julho e setembro – acima dos R$ 41,00. Da mesma forma, o Indicador Cepea vai caminhando para encerrar a semana na casa dos R$ 50,00. No porto de Paranaguá, o indicativo permanece nos R$ 43,00 por saca.

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja terminaram a sexta-feira em campo positivo, com ganhos de 3,50 a 4 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 3,83 e o maio a US$ 3,88 por bushel.

Nas análises internacionais, os especialistas indicam que as altas refletem especulações de melhora na demanda pelo cereal norte-americana, a qual poderia ganhar um ritmo melhor a partir de agora. “Estamos bem apoiados, e um bom aumento da demanda poderia fazer com que os grãos subam mais. Sem isso, os traders não ‘permitem’ que este avanço continue.

Entretanto, no reporte semanal de vendas para exportação trazido ontem pelo USDA, o total do cereal americano já comprometido ainda se mostra bem abaixo do mesmo período do ano passado, em cerca de 10 milhões de toneladas.

Dessa forma, o mercado segue também atento ao andamento das safras da Argentina e, principalmente, do Brasil, que ainda conta com um produto bastante competitivo diante de seus concorrentes. A safra brasileira, contabilizando verão e safrinha, carrega potencial para superar as 100 milhões de toneladas, de acordo com as últimas estimativas.

Ainda completando o cenário, o mercado também começa a especular qual será o commportamento do produtor norte-americano para a nova safra dos EUA e o que será destinado de área para o milho e a soja no atual cenário da agricultura norte-americana.

Paralelamente, os traders aguardam ainda pelos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão divulgados no boletim mensal de oferta e demanda na próxima terça-feira, 11 de fevereiro.

Fonte: Portal do Agronegocio

Milho tem 2ª feira de leves baixas na Bolsa de Chicago

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