Moradores protestam por trevo e redutores de velocidade na MS-060

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(Foto: Reprodução/ CG News)

Comunidade denuncia sequência de acidentes e cobra melhorias em acesso usado por mais de 200 famílias

Entre buzinas, faixas e pedidos por segurança, moradores da região do assentamento Morada do Sol protestaram na manhã deste sábado (23) em Campo Grande para cobrar melhorias no trânsito da Avenida Zilá Corrêa Machado, trecho que dá acesso às saídas para Sidrolândia e São Paulo, na MS-060. A principal reivindicação da comunidade é a implantação de medidas que obriguem os motoristas a reduzir a velocidade no local, como trevo, rotatória, quebra-molas ou iluminação.

A manifestação aconteceu de forma pacífica e foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), sem bloqueio da rodovia. Segundo os moradores, o trecho registra acidentes frequentes envolvendo carros, caminhões, motocicletas e até animais que acabam acessando a pista.

Morador da região há cerca de 15 anos, o operador de máquinas João Vitor Lopes afirma que a situação preocupa quem precisa atravessar a via diariamente.

“Já teve morte de motoqueiro, caminhão batendo em carro, acidente com animais. O pessoal passa muito rápido ali e a gente precisa atravessar a rodovia para acessar o condomínio”, relatou.

Segundo ele, o problema se concentra no acesso entre a estrada de chão e a Avenida Zilá Corrêa Machado, nas proximidades da Avenida Gury Marques. Como a região é formada por chácaras e propriedades rurais, moradores, crianças, trabalhadores e produtores rurais precisam cruzar a pista constantemente.

“A gente entende que é uma rodovia, mas precisa de alguma coisa que faça os motoristas reduzirem a velocidade. Pode ser um trevo, uma rotatória, um quebra-mola ou pelo menos iluminação”, afirmou.

A mobilização reuniu moradores também da região do assentamento Vale do Sol, próximo à interseção entre a MS-060 e a BR-262. De acordo com a comunidade, motoristas que seguem no sentido Dourados não conseguem acessar diretamente a estrada vicinal que leva ao assentamento por conta da faixa contínua existente no trecho.

Com isso, os condutores precisam percorrer mais de cinco quilômetros até a rotatória mais próxima para conseguir retornar, situação que, segundo os moradores, aumenta o risco de acidentes e afeta diretamente mais de 200 famílias da região.

Presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais, Gilson dos Santos afirmou que a implantação de um trevo no cruzamento é considerada essencial para garantir mais segurança viária.

“A gente está fazendo esse manifesto para ver se conseguimos adiantar a implantação desse trevo. Além de ser um problema gravíssimo de segurança, tem o aspecto legal, para a gente não ser multado toda vez que passar por aqui”, explicou.

Outro morador da região, Vander de Souza Martins disse que o tráfego intenso de carretas e veículos em alta velocidade aumenta ainda mais a preocupação da comunidade, principalmente por causa do transporte escolar e do fluxo de pessoas que frequentam um centro de treinamento de atividades equestres instalado nas proximidades.

“Próximo daqui tem duas escolas agrícolas e o ônibus entra aqui para pegar as crianças. É uma subida íngreme e o movimento é muito grande”, contou.

Segundo os moradores, pedidos de melhorias já foram encaminhados ao poder público e ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), mas até o momento não houve definição de prazo para execução das obras reivindicadas pela comunidade.