Mato Grosso do Sul gerou em agosto um saldo de 2.612 novas vagas de empregos formais, conforme mostram dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho. Destas vagas,1.692, que correspondem a 64,77%, estão no setor terciário, sendo 1.098 no comércio e 594 nos serviços.

“Se observarmos a evolução, notamos que entre março e maio houve retração importante, inclusive com fechamento de 10.334 postos nos últimos dois meses. Estamos em um processo de reação, mas ainda não recuperamos os efeitos causados pela pandemia”, observa a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio, Daniela Dias.

MS gerou 2.612 vagas formais em agosto, quase 65% delas no setor terciário

Segundo dados do Novo Caged, o resultado de Mato Grosso do Sul é o quinto melhor do país. Fica atrás apenas do acumulado por Mato Grosso, Pará, Maranhão e Goiás.

Agosto foi o terceiro mês consecutivo em meio a pandemia do novo coronavírus em que Mato Grosso do Sul teve um desempenho positivo no saldo de empregos.

Em março, quando foram registrados os primeiros casos e foram adotadas medidas restritivas que impactaram na economia local, o saldo ainda foi positivo, com 24 vagas, mas em abril o número ficou negativo, -7.757, em maio também, -2.577.

No mês de junho, entretanto, já houve um indicador positivo, saldo de 1.164 vagas e, em julho novamente o estado contabilizou mais contratações do que demissões, acumulando 2.612 postos de trabalho.

Em agosto, conforme o Novo Caged, dos cinco grandes setores da economia sul-mato-grossense quatro apresentaram percentuais positivos na geração de emprego: indústria (1,14%), comércio (0,86%), construção (0,69%) e serviços (0,31%). Somente a agropecuária teve desempenho negativo, com 0,63%.

A indústria e o comércio também lideraram em números absolutos o ranking do saldo de empregos do estado no mês, com 1.199 e 1.098 respectivamente.

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