O Mato Grosso do Sul passou mais um dia, nesta quinta-feira (22), com mais da metade dos municípios, com a Umidade relativa do ar, abaixo de 20%, sendo três abaixo de 10%, o que caracteriza, segundo o especialista, emergência hídrica. Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, marcaram os mesmos 7% de umidade, segundo o metereologista Natálio Abraão Filho. Veja abaixo, que este tipo clima pode causar problemas e saiba como alguns cuidados são fundamentais para prevenir e tratar bem a saúde.

O clima de deserto, é o segundo dia consecutivo na Capital, que se registra números abaixo dos 10%, sendo 9% nesta quarta (21) e 13% na terça-feira. Em MS, outras 51 cidades ficaram menos que 20%. As condições do nosso clima hoje, foram de tempo firme em todas as regiões. Uma massa de ar seco segue predominando e impedindo a formação de nuvens. O sol brilhou forte durante todo o período, e, embora o dia comece com temperaturas amenas, ao longo do dia as temperaturas tem rápida elevação.

A previsão é de continuidade desses valores baixos para os próximos dias. “A tendência ainda é de umidade em valores críticos, entre 20-30%, porém um pouco melhores do que tem sido observado nos últimos dias. Pelo menos até o dia 26 de julho, poderemos observar estes valores críticos, principalmente na região leste do Estado. Entre os dias 26 e 28 de julho, os modelos meteorológicos indicam a aproximação de uma frente fria que pode influenciar no clima em Mato Grosso do Sul”, explica a doutora em meteorologia, e coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes.

MS tem clima de deserto com menos 20% de umidade relativa do ar

Problemas

A falta de chuva e a baixa umidade relativa do ar são características comuns dos meses de inverno. E, quando a umidade do ar cai para menos de 30% (o índice ideal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é de 60%), aumenta a incidência de problemas de saúde na população. 

Um dos grandes danos desse período é a desidratação das células, sobretudo da pele e das mucosas. Narinas e olhos ressecados, cansaço e dor de cabeça são sintomas que podem aparecer quando faltam água e sais minerais no organismo. Além disso, com o tempo seco cresce a ocorrência de doenças como rinite e conjuntivite alérgicas, pois os agentes causadores das alergias – como poeira, poluição e pelos de animais – ficam mais tempo suspensos no ar.

Algumas doenças de pele também podem surgir ou se agravar com a baixa umidade, como a dermatite atópica, uma alergia crônica que pode formar crostas e soltar secreções, e a psoríase, doença inflamatória que geralmente forma lesões nos joelhos, cotovelos e no couro cabeludo.

Por isso, alguns cuidados são fundamentais:

  • Hidrate-se: ingira bastante líquido, incluindo água (cerca de dois litros ao dia), sucos naturais e água de coco;
  • Se exercite na hora certa: evite exercícios físicos entre 10h e 17h (quando o ar está menos úmido) e prefira ambientes com clima regulado, como academias;
  • Evite banhos com água muito quente, que ressecam a pele, e use, sempre que possível, um creme hidratante. Em caso de irritação respiratória e dos olhos, use soro fisiológico para lavar os olhos e as narinas.
  • Deixe a casa sempre limpa e arejada: o acúmulo de poeira aumenta problemas alérgicos e respiratórios. Use um pano úmido para fazer a limpeza;
  • Durma em local arejado: os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, bacias com água e, se possível, com uso de umidificadores.
  • Evite aglomerações: locais fechados e com grande concentração de pessoas, como shoppings e supermercados, podem acentuar as dificuldades respiratórias

Comentários