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terça-feira, 25 de junho, 2024
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MS tem três mortes de crianças em 2023 por picada de escorpião e mais uma esta internada em Campo Grande

Uma criança de um ano está internada no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) após ser picada por um escorpião. O caso foi registrado no bairro Coophavilla, em Campo Grande, mas ainda não se sabe o estado de saúde da vítima. Em 2023, três crianças já morreram por picada de escorpião em Mato Grosso do Sul.

Ainda com dados, totais somente do ano passado, o Civitox MS (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica de MS) aponta que foram 3.205 ataques de escorpiões em 2022, sendo 1.101 em Campo Grande.

O caso atual, tem informações repassadas, indicando que a criança foi picada na última quinta-feira (16). Segundo um vizinho da vítima, a criança estava entubada. “Hoje uma outra vizinha me disse que a criança havia melhorado e que tinha ido ao hospital levar doações, pois a família está passando por necessidades”, disse o homem que preferiu não se identificar.

A reportagem entrou em contato com o Hospital Regional, que confirmou que a criança deu entrada no local, mas não pode repassar mais informações devido ao sigilo médico e à Lei de Proteção de Dados.

Abertura de esgoto acendeu bichos

Obras de esgoto sendo instalado no Coophavilla podem ter aberto o surgimento na superfície dos animais peçonhentos. Não há comprovação, mas moradores aponta o fato como a causa de muitos bichos na região.

Segundo o homem, que falou da criança acima, o aparecimento de escorpiões no bairro aumentou significativamente após obras para a instalação da rede de esgoto na região.

“Já encontrei muitos escorpiões na minha casa, desde que fizeram o esgoto a situação piorou muito. Sempre vinham do ralo, então precisei trocar por um fechado, e a situação melhorou, mas ainda fico preocupado”, relata o morador.

Três crianças morreram por picada de escorpião em 2023

MS tem três mortes de crianças em 2023 por picada de escorpião e mais uma esta internada em Campo Grande
Escorpião-amarelo (Foto: reprodução, Agência Brasil)

Em 2023, Mato Grosso do Sul registrou três mortes de crianças por picada de escorpião. Somente na cidade de Ribas do Rio Pardo, a 96 quilômetros de Campo Grande, foram registradas duas mortes. 

Entre as vítimas estão Maria Fernanda, de 4 anos, que foi picada enquanto dormia, e Pyetro Gabriel Arguelho, de 5 anos, que foi picado ao calçar o sapato. Em 23 de setembro, uma menina de seis anos, moradora de Brasilândia, a 328 km de Campo Grande, foi picada pelo animal peçonhento, não resistiu e faleceu no dia seguinte depois de ser transferida para um hospital em Três Lagoas, a 326 km da Capital. 

Como evitar o escorpião?

Com o início da primavera e a atual onda de calor, Mato Grosso do Sul enfrenta a época mais propícia para o aparecimento de escorpiões. Nesse período, é comum que esses animais saiam de suas tocas, bueiros, esgotos e caixas de gordura em busca de alimentos.

“É fundamental manter o lixo sempre condicionado em recipientes fechados e armazenados em locais específicos, além de evitar o acúmulo de entulhos e manter terrenos baldios limpos. Em casa, é importante fechar ralos, tapar frestas e utilizar água sanitária nos ralos e outros locais pelos quais eles possam sair, a fim de reduzir a proliferação”, explica Alexandre Moretti, especialista em dedetização.

MS tem três mortes de crianças em 2023 por picada de escorpião e mais uma esta internada em Campo Grande
Crianças são as mais vulneráveis a casos graves de picadas de escorpião (Divulgação, GOV MS)

É importante destacar a necessidade de monitorar as crianças, pois elas são as mais vulneráveis a casos graves de picadas de escorpião. Os sintomas iniciais que podem indicar a gravidade do quadro incluem náuseas, vômitos, salivação excessiva e palidez.

Caso consiga capturar o animal, evitando contado direto, ele deve ser recolhido e levado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) do município para auxiliar na identificação e medidas de prevenção e controle da espécie.

Em caso de dúvidas, basta entrar em contato com o Ciatox pelos telefones: (67) 3386-8655 e 0800-722-6001 e 150. A equipe oferece teleatendimento aos profissionais de saúde, diagnóstico e identificação de animais peçonhentos e plantas tóxicas.

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