Suspeito fugiu após atirar contra companheira na Vila Cidade Morena; caso é investigado pela Deam
Uma sequência de disparos no meio da rua transformou a Vila Cidade Morena, em Campo Grande, em cenário de pânico na noite desta segunda-feira (20). Uma jovem de 24 anos escapou sem ferimentos de uma tentativa de feminicídio após o companheiro, de 25 anos, atirar pelo menos 11 vezes contra ela antes de fugir.
O caso foi registrado por volta das 23h, quando a 6ª Companhia Independente da Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo na Rua Minas Novas. No local, a vítima relatou que o ataque começou dentro da residência do casal, em um condomínio da região.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito consumia bebida alcoólica quando iniciou uma discussão com a companheira por motivos considerados fúteis. Durante a briga, ele chegou a quebrar a televisão da casa e passou a ameaçá-la.
Ameaças e fuga
Ao ser confrontado pela jovem, que pediu que ele deixasse o imóvel ou que chamaria a polícia, o homem sacou uma pistola calibre 9 mm e fez ameaças de morte.
“Se você ligar para a polícia, eu vou te matar”, teria dito o agressor, segundo relato da vítima.
Em seguida, a mulher correu para a rua pedindo socorro e tentou se aproximar de um veículo que estava parado nas proximidades. O motorista, no entanto, deixou o local ao perceber a situação.
Ainda conforme o registro policial, o agressor alcançou a vítima do lado de fora, a agrediu com um soco e voltou a ameaçá-la antes de ordenar que ela corresse.
Pouco depois, ele efetuou diversos disparos em direção à jovem. A vítima afirmou à polícia que chegou a sentir um dos projéteis passar próximo ao seu ouvido esquerdo.
Após os tiros, o suspeito entrou em um carro modelo Fiat Uno branco e fugiu como passageiro.
Cápsulas na via e investigação
A perícia recolheu 11 cápsulas de munição calibre 9 mm espalhadas pela rua. Apesar da intensidade do ataque, a jovem não apresentava ferimentos aparentes causados pelos disparos.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O suspeito segue foragido.




















