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O Dia Mundial de Combate ao Estresse é nesta quarta-feira (23). De acordo com pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os problemas de saúde mental aumentaram durante a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social. O estudo foi feito entre os dias 20 de março e 20 de abril, com participação de 1.460 pessoas de 23 estados.

O levantamento aponta que os sintomas de estresse aumentaram em 80%. O psicólogo Ricardo Takaki explica que o estresse é uma reação natural e fisiológica do corpo. “Quando estamos diante de algo ameaçador, o estresse no coloca em estado de alerta e nos leva a agir à partir disso. No entanto, na sociedade atual, com o ritmo que o mundo vem vivenciando, o nível de estresse está aumentando acima do que é normal”. 

Para salientar o aumento do estresse na população com o passar do tempo, Ricardo afirma que as motivações dos indivíduos, hoje, são outras. “Na antiguidade, o homem passava pelo estresse ao fugir de um predador ou caçar animais, por exemplo. Hoje, os momentos de estresse pelos quais passamos não são mais tão físicos, mas são ameaças psicológicas, que nós interpretamos e isso nos gera o estresse”. 

De acordo com o psicólogo, o cenário de pandemia agravou o sentimento de estresse nas pessoas. “Quem está em home office, por exemplo, pode sofrer de estresse pela mudança de rotina e a convivência com outras pessoas que também estão trabalhando em casa. Nesse momento, o vírus desta pandemia é uma ameaça, mas uma ameaça invisível. Traz essa sensação de alerta e devemos tomar os cuidados necessários, temos medo da contaminação e das consequências de uma contaminação”. 

Como lidar com o estresse

Para prevenir o estresse excessivo, Ricardo explica que é necessário buscar atividades para relaxamento. “As pessoas devem buscar atividades que sejam do seu agrado para um momento de descanso. Além disso, podem realizar técnicas de respiração e meditação. É importante salientar que quando o nível de estresse extrapola, pode ser preciso acompanhamento médico e psicológico”. 

Takaki salienta que, para ajudar um indivíduo com estresse, é preciso ter empatia. “Às vezes, uma pessoa estressada está em sofrimento e não adianta forçá-la a sair daquele estado. Então, para contribuir, podemos convidar esse indivíduo para uma atividade relaxante ou levar informações embasadas cientificamente sobre isso, para que ela entenda o que acontece com ela naquele momento. Uma conversa séria e com boas intenções pode fazer com que um familiar ou amigo se convença a buscar uma psicoterapia”. 

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