Presidente do TSE diz que verificação confirmou a autenticidade dos programas usados na apuração; segundo turno das eleições será neste domingo (25)
A um dia do segundo turno das Eleições 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (24) que os sistemas eleitorais estão preparados para receber e contabilizar os votos sem interferências indevidas. A declaração foi feita durante uma cerimônia de verificação dos programas instalados no tribunal, em Brasília.
Segundo o ministro, a conferência confirmou que os sistemas em funcionamento são os mesmos que passaram por inspeção, receberam assinaturas digitais e foram lacrados anteriormente. “Nenhuma linha de programa” teria sido alterada, omitida ou acrescentada, afirmou Nunes Marques.
O procedimento é uma das etapas de fiscalização que antecedem a votação e tem como objetivo verificar a integridade e a autenticidade dos programas utilizados para receber arquivos das urnas e totalizar os resultados eleitorais.
Como funciona a verificação
A análise técnica utiliza assinaturas digitais e resumos criptográficos, conhecidos como hashes. Esses códigos funcionam como identificadores dos arquivos: se houver qualquer alteração no conteúdo, mesmo que pequena, o resultado da comparação será diferente.
Na cerimônia, foram verificados quatro sistemas utilizados em etapas da transmissão, do recebimento e da totalização dos resultados: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot).
O presidente do TSE também destacou a participação de instituições fiscalizadoras no processo. Segundo ele, o acompanhamento externo contribui para ampliar a confiança pública e combater informações falsas sobre o funcionamento da votação.
Sistemas foram lacrados em setembro
Os programas utilizados nas Eleições 2026 passaram pela cerimônia de assinatura digital e lacração em 4 de setembro, quando foi concluído o desenvolvimento dos sistemas. Na ocasião, participaram representantes do TSE, da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), do Ministério Público Federal e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
O processo de fiscalização começou antes dessa etapa, com a disponibilização dos códigos-fonte para análise por partidos políticos e outras entidades autorizadas.
Ao se dirigir aos eleitores, Nunes Marques afirmou que o voto será registrado, preservado e contabilizado com integridade e transparência quando a tecla “CONFIRMA” for pressionada.
O segundo turno será realizado neste domingo (25), quando os eleitores irão às urnas para escolher o próximo presidente da República.





















