O orgulho que vira resultado: por dentro do Tribunal que motiva 9 em cada 10 servidores públicos

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Uma instituição só entrega bons resultados para a sociedade quando está bem por dentro. Essa é a leitura que se pode fazer ao colocar lado a lado dois materiais recentes do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS): a Pesquisa de Clima e Cultura Organizacional 2026, conduzida pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), e a campanha institucional “Controle que Gera Resultado”, que traduz em números o impacto do trabalho de fiscalização do órgão sobre a vida da população sul-mato-grossense.

De um lado, servidores orgulhosos, motivados e engajados. Do outro, R$ 39 bilhões em recursos públicos acompanhados, 79 municípios cobertos — os 100% do Estado —, 2,7 milhões de pessoas impactadas e 222 fiscalizações realizadas em áreas como saúde, educação e infraestrutura, apenas no ano de 2025.

Esses números mostram o alcance do trabalho de controle externo em Mato Grosso do Sul e revelam que para cada R$ 1 investido em fiscalização, mais de R$ 4,6 mil em recursos públicos foram acompanhados pelo Tribunal — um retorno expressivo do investimento em controle para o cidadão.

O que sustenta esse resultado: um clima interno em alta

Esses números não acontecem por acaso. Eles são sustentados por uma estrutura de servidores que, segundo a Pesquisa de Clima e Cultura Organizacional 2026, está mais engajada do que nunca. O levantamento teve a participação de 79,62% do quadro de servidores — a maior adesão da série histórica, que vinha de 52% em 2023, 61% em 2024 e 64% em 2025.

O principal indicador da pesquisa, o e-NPS (Employee Net Promoter Score), atingiu 57 pontos, posicionando o TCE-MS na Zona de Qualidade — faixa que indica “clima muito bom, com pontos fortes consolidados”. Outros números reforçam esse cenário:

• 90% dos servidores sentem orgulho de fazer parte do TCE-MS;

• 90% se identificam com a missão institucional do Tribunal;

• 88% se sentem integrados e acolhidos por suas equipes;

• 91% avaliam que a chefia imediata trata a equipe com respeito;

• 79% percebem o impacto social do próprio trabalho para o Estado;

• 8,84 é a nota média (0 a 10) para motivação em vir trabalhar diariamente;

• 8,76 é a nota média para satisfação geral com o clima de trabalho.

É justamente esse último dado — o de servidores que enxergam sentido social no que fazem — que conecta as duas pesquisas: por trás de cada uma das 222 fiscalizações mostradas na campanha institucional, há uma equipe que, segundo o próprio levantamento de clima, se sente parte de algo maior do que a rotina de trabalho.

O orgulho que vira resultado: por dentro do Tribunal que motiva 9 em cada 10 servidores públicos

Uma gestão que aposta na atuação preventiva e pedagógica junto aos municípios

Esses resultados dialogam com a linha de atuação que o TCE-MS tem adotado nos últimos anos sob a presidência do conselheiro Flávio Kayatt. Ex-prefeito de Ponta Porã, Kayatt chegou à presidência do Tribunal com uma vivência pouco comum entre dirigentes de cortes de contas do país: a experiência de ter estado do outro lado da fiscalização, à frente de uma administração municipal.

O orgulho que vira resultado: por dentro do Tribunal que motiva 9 em cada 10 servidores públicos

Essa trajetória tem se refletido na forma como o Tribunal vem ampliando sua atuação junto aos 79 municípios sul-mato-grossenses — não apenas como órgão fiscalizador, mas também como parceiro técnico dos prefeitos na correta aplicação dos recursos públicos. Programas de orientação, capacitação e diálogo direto com os gestores municipais têm ganhado espaço ao lado da fiscalização tradicional, em uma lógica que busca prevenir irregularidades antes que elas ocorram, e não apenas puni-las depois do fato consumado.

Esse modelo de controle externo — mais próximo, mais didático e mais preventivo — exige justamente o tipo de instituição que a pesquisa de clima retrata: servidores que conhecem bem seu papel institucional, que têm liberdade para atuar e que enxergam sentido social no que fazem. Um Tribunal internamente fortalecido tem mais condições de sustentar, para fora, uma política de relacionamento institucional baseada na orientação e na parceria com os municípios — o que, em última análise, é o que permite que R$ 39 bilhões, somente no ano de 2025, sejam acompanhados com o cuidado que a população merece.

Pontos de atenção para os próximos ciclos

A pesquisa de clima, elaborada com rigor metodológico, não se limita a celebrar números positivos. Ela também mapeia desafios que a gestão precisa enfrentar. Entre as cinco maiores oportunidades de melhoria apontadas pelos próprios servidores estão a demanda por programas de formação de líderes com foco em inteligência emocional, maiores incentivos para os servidores da área-fim e aprimoramentos no tempo de atendimento da área de Tecnologia da Informação.

Como destaca o próprio relatório da Diretoria de Gestão de Pessoas, os resultados de 2026 “consolidam o TCE-MS em um patamar de maturidade institucional e robustez cultural elevados”. O desafio agora, reconhece a instituição, não é apenas celebrar os números — internos ou externos —, mas seguir transformando uma força de trabalho orgulhosa e coesa em entrega ainda maior de valor para a sociedade, com um controle externo cada vez mais técnico, preventivo e próximo da realidade dos municípios de Mato Grosso do Sul.

Clique aqui e veja um vídeo sobre o trabalho de controle externo do TCE-MS.