Operação prende três pessoas por irregularidades em alimentos

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Foto: PCMS

Uma operação prendeu três pessoas por irregularidades em alimentos e agrotóxicos em três cidades de Mato Grosso do Sul ao longo dos dias 17 e 18 deste mês. O balanço final foi divulgado nesta sexta-feira (20).

Chamada de operação “OPATE”, a investida foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Os alvos eram investigados por irregularidades em relações de consumo, uso de agrotóxicos e produção de ração. Foram mobilizados 15 fiscais do MAPA e apoio logístico da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS).

Operação prende três pessoas por irregularidades em alimentos
Foto: PCMS

Fase 1

No dia 17, em Dourados, dois estabelecimentos comerciais que comercializavam produtos alimentícios em desacordo com a legislação foram fiscalizados.

No primeiro, foram apreendidos cerca de 80 garrafas de bebidas alcoólicas, 403 queijos, 116 salames e 146 potes de doces.

Todos estes produtos apresentavam irregularidades, como o uso de Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de outros estados, o que contraria a Lei 1.283/50.

No segundo estabelecimento, foram encontrados 985 produtos impróprios para consumo, a maioria de origem clandestina, sem SIM ou selo de arte exigidos por lei.

A Vigilância Sanitária de Dourados descartou os itens apreendidos. O dono do segundo comércio vistoriado na operação acabou preso em flagrante.

Operação prende três pessoas por irregularidades em alimentos
Foto: PCMS

Fase 2

No dia 18, em Deodápolis, foram cinco endereços vistoriados, incluindo estabelecimentos agrícolas e associações de agricultores.

Em uma casa de produtos agrícolas, foram apreendidos 24 frascos de agrotóxicos fracionados e 7,30 kg de chumbinho, substância proibida no Brasil desde 2012. O responsável pelo local foi preso em flagrante.

Em uma associação de agricultores foram constatadas condições insalubres e irregularidades na produção de ração, resultando na apreensão de 107 toneladas de produtos.

Em outro alvo, uma loja da associação, foram apreendidos 32 garrafas de vinho colonial, 28 quilos de mel e nove litros de “mocotó”.

Segundo a Polícia Civil, o vinho era composto de álcool e corantes sem controle de qualidade, podendo conter substâncias cancerígenas.

Depois, uma loja de produtos agrícolas foi flagrada produzindo e embalando ração com registros falsos, resultando na apreensão de 16,5 toneladas de ração e suplementos minerais.

No mesmo dia, uma distribuidora de ração foi identificada operando sem autorização, com documentação sob análise.