Douglas Reis d 21 anos. (Foto/divulgação)

Suspeito foi surpreendido na rodoviária da Capital

Equipe do Batalhão de Choque durante a operação Hórus, conduziram abordagens no interior do terminal rodoviário e localizaram um rapaz, de 23 anos, na plataforma de embarque do ônibus com destino a São Paulo, com 21 máquinas de cartão.

Em princípio, os militares suspeitaram da quantidade de máquinas com o jovem e ao ser entrevistado passou a dar respostas desencontradas sobre o motivo de sua viagem até Campo Grande e pelo qual portava tantas maquinas de cartão.

Diante das diversas contradições apresentadas, o suspeito resolveu cooperar com a equipe relatando que chegou a cidade no dia 22 de Março, com o intuito de auxiliar uma quadrilha especializada em aplicar golpes em diversas cidades através de contato telefônico, sendo que parte da quadrilha possui uma central telefônica na cidade de São Paulo criada unicamente para aplicar tal golpe.

Segundo a versão apresentada pelo autor, o modus operandis (modo de operação) da quadrilha se caracteriza por um contato telefônico feito com a vítima confirmando uma compra fictícia feita através de algum de seus cartões bancários, através da negativa da vítima a telefonista, se passando por funcionaria de telemarketing do banco, a orienta realizar alguns procedimentos e as induz a confirmar os dados bancários.

Ainda durante a ligação, a telefonista orienta que a vítima faça uma carta, corte todos os seus cartões bancários ao meio que em seguida um suposto funcionário do banco denominado coletor se dirigira até a residência da vítima para recolher todos os seus cartões bancários, sendo está a função do jovem, o qual se apresentava como Alisson Santos (nome falso), para as vítimas.

No período em que ele esteve em Campo Grande, o abordado relatou ter obtido êxito em concretizar o golpe em 3 vítimas, ocasião em que, segundo suas próprias palavras,  usava roupas sociais, o autor utilizava o serviço de Uber, 99 e Pop munido de um crachá com nome fictício para ir até as vítimas e recolher os cartões, em seguida, através dos dados coletados pelas telefonistas (senhas bancárias) ele  passava o cartão nas diversas maquininhas e nos mais diversos valores, quantos fossem possíveis, assim  após as transações ele descartava os cartões das vítimas no lixo.

Para cada transação concretizada o jovem receberia da quadrilha R$500, entretanto ele recebia por fora PIX realizados por seus comparsas do estado de São Paulo para custear despesas pessoais, transporte, alimentação e hospedagem. Douglas afirma que realizava e recebia dinheiro por PIX utilizando diversos aplicativo bancários instalados em seu telefone celular, o qual foi apreendido e apresentado para providencias.

Através das informações repassadas pelo abordado, foram localizados até o momento dois boletins de ocorrência registrados um por estelionato, ambos caracterizados pelo mesmo modus operandis.

O rapaz confessou ainda que atua como membro da quadrilha a mais menos duas semanas e que aproximadamente a uma semana atrás esteve a cidade de Curitiba (PR), também aplicando golpes. Sua função é recolher os cartões nas residências das vítimas, passar nas maquinas e efetuar as transações de débito e crédito e em seguida descartar as provas. No período em que esteve na cidade conseguiu angariar para a quadrilha por volta de R$ 12 mil. Além dos boletins de ocorrências, foi levantado um nome de uma possível terceira do golpe, no bairro Vila Carvalho.

Diante dos fatos o autor foi encaminhado com os objetos relacionados com ocorrência até a Depac Cepol.

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