Operação Piracema inicia em todos os rios do Estado e da União a partir da zero hora do dia 5

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A partir da zero hora de sexta-feira (5), em todos os rios que cortam o território de Mato Grosso do Sul, inclusive os rios federais, inicia-se o período de defeso para a proteção da Piracema, o período reprodutivo da maioria das espécies de peixes das duas bacias que cortam o Estado (Paraná e Paraguai). Este período se estenderá até o dia 28 de fevereiro de 2022.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) mantém a Operação Hot Point iniciada para a proteção dos cardumes nos meses de setembro e outubro, até 5 de novembro à 9h, no sentido de evitar a pesca predatória com o fechamento pelo período da Piracema.

Segundo a PMA, a partir do fechamento da pesca, a estratégia de fiscalização mantida durante os meses da Operação Hot Point, será alterada, visto que não mais haverá pescadores nos rios, a não ser àqueles que poderão praticar algumas modalidades de pesca, como a pesca de subsistência e a científica, devidamente autorizada, bem como nos lagos das usinas hidrelétricas do rio Paraná, onde poderá haver pesca de peixes exóticos e não nativos da bacia.

“A estratégia de fiscalização será a que tem dado certo em todos os anos. Continuar monitorando os cardumes e cuidando deles, principalmente nos pontos em que são mais vulneráveis à pesca predatória, que são as cachoeiras e corredeiras. Em vários pontos onde existem cachoeiras e grandes corredeiras serão montados postos fixos com policiais 24 horas”, frisou nota da PMA.

Serão distribuídos 325 policiais militares nas 26 subunidades estabelecidas em 20 municípios do Estado, além de 20 fiscais do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). “Este esquema especial já começa com a manutenção dos policiais que estão desde o dia 28 de outubro trabalhando na operação Dia de Finados, dentro da operação Hot Point, neste feriado prolongado, no intuito de dissuadir a possível intenção de algum pescador a continuar pescando depois do período fechado”, explicou.

Com relação ao início da operação piracema, às 00h00 do dia 5, a PMA priorizará a montagem de postos avançados fixos, nas principais cachoeiras e corredeiras nos rios do Estado e da União, bem como monitoramento dos cardumes. “Esses locais são pontos cruciais para a fiscalização, pois, quando os cardumes ali chegam, precisam que a água atinja uma vazão que lhes permita continuar a subida e, consequentemente, ficam muito vulneráveis, tornando-se presas fáceis para pescadores inescrupulosos, que retirariam facilmente grandes quantidades de peixes, principalmente, fazendo uso de petrechos proibidos de malha (redes e tarrafas)”, complementou a nota.

Em algumas cachoeiras e corredeiras, nas quais não terão policiais fixos, a PMA colocará o setor de inteligência, no sentido de identificar e prender os que se arriscarem a praticar a pesca nesses locais e nesse período, visto que algumas pessoas que residem nas proximidades desses locais, arriscam-se à prática da pesca ilegal e ainda com petrechos ilegais de malha.

Uso de drones

A tecnologia de drones que já foi utilizada durante a pesca aberta, também será fundamental durante o período de defeso, especialmente, para acompanhar os cardumes e para evitar pesca com petrechos ilegais em cachoeiras e corredeiras, pontos em que os cardumes ficam muito vulneráveis à pesca predatória.

“O uso desses aparelhos é importante na fiscalização, em virtude de que muitos pescadores que praticam pesca predatória possuem uma rede de informantes, para avisarem via telefone, quando os policiais saem para a fiscalização nos rios, o que torna difícil a prisão dos infratores. Os aparelhos permitem que Policiais instalados em um posto fixo de cachoeira ou corredeira, possam monitorar outros pontos semelhantes, ou outros trechos no mesmo rio, com efetividade e redução de custo operacional”, lembrou a PMA.

Por fim a PMA explica que as imagens dos drones podem ser utilizadas para identificação predadores, mesmo quando fogem, por características físicas pessoais e até das embarcações utilizadas. “Dessa forma, sendo identificados, os pescadores responderão por crime ambiental de pesca predatória. Esses aparelhos já surtiram efeito preventivo de proteção dos cardumes. Como sabem que a PMA está utilizando os aparelhos, alguns pescadores que o avistaram enquanto praticavam pesca predatória fugiram abandonando petrechos ilegais, sem capturar nenhum pescado”, finalizou.