Operação prende nove por fraude que desviou mais de R$ 655 mil de agência

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Foto: PCMS

Deflagrada nessa quarta-feira (14), a Operação Reboot resultou na prisão de nove pessoas envolvidas em um esquema que fraudou uma agência bancária de Campo Grande.

Conforme divulgado pela Polícia Civil, a fraude eletrônica desviou R$ 655 mil da instituição. A apuração começou em setembro de 2025. Os autores fingiram ser funcionários da TI (Tecnologia da Informação) da agência e usaram informações sigilosas.

Ao longo da investigação, descobriu-se que o grupo tinha integrantes concentrados em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, de onde eram realizadas as ações criminosas. Agora, as autoridades apuram se outras agências também foram vítimas.

A investigação é liderada pela Dercc (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos). A operação contou com o apoio da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e das forças policiais dos outros estados.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Barueri (SP), Palhoça e Cunha Porã (SC), Porto Alegre, Viamão, Canoas, Alvorada, Cachoeirinha, Vacaria, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Gravataí e Tapes, todos do Rio Grande do Sul.

Os policiais apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos e até drogas. Um dos investigados acabou preso em flagrante por tráfico. Outros nove foram alvos de mandados de prisão preventiva.

O nome da operação faz referência à mudança na forma de atuação criminosa. Os autores tinham antecedentes por crimes graves e violentos, como tráfico de drogas, roubo e homicídio, e passaram a atuar em fraudes pela internet após períodos de prisão.

Os presos foram indiciados por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas previstas para os crimes podem variar de 8 a 21 anos de prisão.