Operações Zehirut e Charitzut apreendem armas, celulares e documentos

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Foto: PF

Deflagradas na manhã desta quarta-feira (27) pela Polícia Federal, as Operações Zehirut e Charitzut resultaram nas apreensões de armas, munições, aparelhos eletrônicos e documentos que devem auxiliar na apuração de suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras feitas por regimes próprios de previdência de Angélica e Fátima do Sul.

Ao todo, foram cumpridas 15 ordens judiciais: sete em Angélica, seis em Fátima do Sul e duas na cidade de São Paulo (SP). As buscas ocorreram tanto em endereços residenciais dos investigados quanto nas sedes dos institutos de previdência — o IPA, em Angélica, e a Ipresul, em Fátima do Sul.

A Justiça determinou também o afastamento cautelar de alguns investigados de funções públicas, medida para garantir o andamento das apurações e evitar interferências nas provas; os nomes não foram divulgados. Os nomes dos investigados e os endereços onde as ordens foram cumpridas não foram divulgados pela PF.

Itens apreendidos

  • Operação Zehirut: 1 arma de fogo e munições legais (encaminhadas para procedimentos administrativos; armas irregulares foram enviadas à Polícia Civil para formalização do flagrante); 6 celulares; 2 pendrives; 6 computadores (3 notebooks e 3 desktops); 4 discos rígidos; além de uma pasta com diversas atas de reuniões relacionadas ao Banco Master.
  • Operação Charitzut: 7 celulares.

As ações investigam aplicações que somam R$ 9 milhões, realizadas no ano de 2024 em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, com suspeitas de descumprimento das normas legais e administrativas que regem a gestão de recursos destinados à previdência dos servidores municipais.

Segundo informou a PF, somente após uma perícia detalhada e análise minuciosa do material recolhido é que será possível definir a dimensão exata dos fatos e se houve fraude envolvendo a instituição financeira e os gestores dos institutos.

As administrações municipais se manifestaram oficialmente sobre a operação. O prefeito de Angélica, Edison Cassuci Ferreira, explicou que o Instituto de Previdência é uma autarquia independente, sem vínculo direto com a prefeitura, e informou que cerca de R$ 2 milhões aplicados na instituição financeira já haviam sido resgatados antes da intervenção ocorrida no banco.

Já a Prefeitura de Fátima do Sul esclareceu que a gestão dos recursos da previdência também é feita por autarquia específica, cabendo ao município apenas o repasse das contribuições. Segundo a atual administração, os investimentos no banco privado foram realizados na gestão anterior, e eventuais irregularidades já haviam sido comunicadas ao Tribunal de Contas. A prefeitura declarou apoio à ação da PF e reforçou que colabora integralmente com as investigações.