Troféu criado em 1971 substituiu a Jules Rimet e permanece sob a guarda da FIFA após a premiação
Quando Espanha ou Argentina erguerem a taça da Copa do Mundo neste domingo (19), após a decisão no MetLife Stadium, em Nova Jersey, não estarão levantando apenas o maior símbolo do futebol. O troféu entregue ao campeão reúne ouro 18 quilates, pedra semipreciosa, décadas de tradição e um valor histórico considerado praticamente incalculável.
Criada em 1971 pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, a atual taça da Copa do Mundo passou a ser utilizada a partir do Mundial de 1974, na Alemanha. Ela substituiu a histórica Taça Jules Rimet, que foi entregue em definitivo ao Brasil após a conquista do tricampeonato, em 1970.
O troféu mede 36,8 centímetros de altura, pesa 6,175 quilos e é produzido em ouro maciço de 18 quilates. Apesar da aparência robusta, a peça não é totalmente maciça. Caso fosse inteiramente preenchida com ouro, pesaria mais de 70 quilos, tornando impossível que os capitães das seleções a levantassem durante a comemoração.
Na base da escultura há duas camadas de malaquita, uma pedra semipreciosa de coloração verde escolhida para representar os gramados onde o futebol é disputado.
Embora a FIFA não divulgue oficialmente o valor da taça, especialistas estimam que apenas o ouro empregado na fabricação representa uma quantia milionária. Considerando também sua importância histórica, o troféu pode ser avaliado em mais de US$ 20 milhões, o equivalente a cerca de R$ 100 milhões.
Campeão leva apenas uma réplica
Ao contrário do que ocorreu com a Taça Jules Rimet, nenhuma seleção permanece com o troféu original da Copa do Mundo.
Depois da cerimônia de premiação, a FIFA recolhe a peça original e entrega ao país campeão uma réplica confeccionada em bronze com revestimento dourado. O troféu oficial permanece sob a guarda da entidade máxima do futebol e fica exposto no Museu da FIFA, em Zurique, na Suíça, sendo retirado apenas para eventos oficiais e cerimônias do Mundial.
Na base do troféu original são gravados, em uma faixa espiral, o ano e o nome de cada seleção campeã. O espaço é limitado, e futuramente a FIFA deverá decidir se ampliará a base ou desenvolverá uma nova solução para acomodar os próximos vencedores.
A história por trás do desenho
A atual taça nasceu de um concurso internacional promovido pela FIFA, que recebeu mais de 50 propostas de diferentes países. O projeto vencedor foi o do escultor italiano Silvio Gazzaniga.
Sua criação representa duas figuras humanas sustentando o planeta Terra, simbolizando a união entre os povos por meio do futebol e a conquista máxima alcançada pelos atletas.
Quem mais levantou a taça atual
Desde que o modelo passou a ser utilizado, em 1974, apenas seis seleções conquistaram o troféu.
- Alemanha: 3 títulos (1974, 1990 e 2014);
- Argentina: 3 títulos (1978, 1986 e 2022);
- Itália: 2 títulos (1982 e 2006);
- Brasil: 2 títulos (1994 e 2002);
- França: 2 títulos (1998 e 2018);
- Espanha: 1 título (2010).
Neste domingo, a Argentina pode se tornar a maior campeã da era da atual taça, chegando ao quarto título sob o modelo criado por Gazzaniga. Já a Espanha tenta conquistar sua segunda estrela e voltar ao topo do futebol mundial 16 anos após a conquista de 2010.
Independentemente do vencedor, o momento em que a taça é erguida continuará sendo um dos símbolos mais marcantes do esporte, reunindo tradição, história e um dos objetos mais valiosos já produzidos para uma competição esportiva.





















