Após quase duas semanas, se entregou a polícia de Campo Grande, o homem que seria responsável por violência e ainda exposição em filmagem de menino de três anos, coberto de sangue, em Ponta Porã. A policia divulgou na noite desta sexta-feira (8), a prisão, que ocorreu no fim da tarde, após caso ter acontecido no último dia 24, mas o vídeo da criança chorando viralizou no dia 29 de setembro, chocando a cidade da fronteira e todo Mato Grosso do Sul. O homem que seria ‘pai’ do menino, acabou na mira até de outros protagonistas de diversas violências na cidade e virou ‘prato cheio’ para muita gente falar em ‘justiça’ com as próprias mãos. Assim, o homem fugiu de Ponta Porã, a 323 km de Capital, mas o vídeo de criança ensanguentada é investigado pela polícia na fronteira.

O ‘pai’ violentador, passou a receber ameaças, inclusive, dos autointitulados “Justiceiros da Fronteira”, que reivindicam a autoria de várias execuções nos últimos meses, na fronteira. Mas, além disto, ou sem contar com isto, o homem era procurado pela Polícia desde que a Justiça determinou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) dele, no início deste mês.

Agora, ele se apresentou no fim da tarde de ontem, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), de acordo com a delegada Analu Lacerda Ferraz, da cidade fronteiriça. A autoridade policial aponta, que devido ao contexto dos animos na cidade, ele continua em cela da Depac e que não deve ser transferido para Ponta Porã, por questão de segurança.

Depois que a filmagem da criança ensanguentada viralizou, a casa onde a família vivia foi invadida, os pais do menino conseguiram fugir, mas a motorista de aplicativo que os levou até um hotel, os reconheceu e divulgou o local onde estavam hospedados. A Polícia Civil de Ponta Porã teve de resgatar o casal na pousada.

O caso – O vídeo da criança chorando viralizou no dia 29 de setembro, após cinco dias do ocorrido, quando a delegada Analu atendeu a ocorrência, ao que o pai da criança foi detido pela Polícia Militar. Denúncia contendo o vídeo foi feita à PM, que acionou o Conselho Tutelar na madrugada e foi ao local. Na casa da família, estavam a mãe e as crianças. O pai foi localizado depois, mas pego no mesmo dia.

Em depoimento, o homem nega que tenha agredido o filho, embora no vídeo, ele diga: “eu vou te bater mais”, mandando que o menino tirar a bermuda. O pai alega que o filho havia caído, por isso, estava ensanguentado e a mãe confirma.

A delegada explica que a polícia investiga o caso. Não há como provar, por enquanto, que aquele sangue na criança foi provocado por uma agressão, apesar da forte evidência de que o menino estava apanhando naquele momento. Foi pedida perícia no celular do pai para apurar, por exemplo, quando o vídeo foi gravado e se há mais imagens que esclareçam os fatos.

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